Maneiras de transformar o estresse e impulsionar seu sistema imunológico…

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Todos nós vivenciamos o estresse, mas existem maneiras de nos tornarmos capazes de transformar o estresse em vitalidade e começar a construir um sistema imunológico mais forte.

1. Ouça…

Pergunte: como esse estresse me serve? Essa questão apóia o ato de ouvir profundamente seu corpo e seus ambientes. Honre sua vida ouvindo os sons não ouvidos criados pelas pressões ao seu redor.

2. Aceite…

Aceite que a pressão é parte da experiência humana e trabalhe criativamente com ela. Existe uma maneira de transformar seu estresse em sua vitalidade? O que é isso para você? Pratique ioga. Ir nadar.

3. Respire…

Pratique Sitali Pranayam. Inspire pela língua enrolada e expire pelo nariz. Continue essa respiração por três a onze minutos.

4. Yogi Tea…

Beba muito chá de yogi. Ferva canela, pimenta preta, cardamomo, gengibre e cravo em uma panela e beba este chá durante todo o dia em vez de café. Compartilhe chá com a família e amigos! Conscientemente abrandar.

5.  Cante! Cantar! Cantar!…

Cantar ajuda a reduzir os níveis de cortisol, um hormônio do estresse que o corpo libera em resposta ao estresse. Além disso, quando cantamos juntos, nossos batimentos cardíacos se sincronizam. Procure oportunidades para preencher o espaço com o som da sua voz. Sua alma gosta de ouvir sua voz.

6.  Sirva…

Não há melhor maneira de mexer o nariz com o estresse do que ajudar alguém que tem mais necessidade do que você. Talvez você tenha uma longa lista de coisas para fazer, prazos, pressão, e daí? Deixe isso de lado e ajude alguém em grande necessidade.

7. Seja com o seu coração…

Coloque suas mãos em seu próprio coração. Feche seus olhos. Lembre-se de se relacionar com uma parte infinita de si mesmo. Relacione-se com a sua capacidade imortal de amor e liberdade que é intocada pelo que acontece com você.

8. Jogar…

O que você pode fazer apenas para fazer isso? O que diverte e eleva seu espírito sem muito esforço, porque é simples para você e uma alegria pura?

9. Relaxe em Sivasana ou Baby Pose…

Tire sonecas yogues curtas durante o seu dia atarefado. Quando você se despertar, pratique a meditação da Graça de Deus .

10. Três minutos de ombros encolhidos…

Ombro encolhe os ombros para fortalecer a glândula tireóide e construir um forte sistema imunológico. Inspire enquanto levanta os ombros até os ouvidos. Expire ao soltar os ombros novamente. Continue inalando os ombros e expire, solte os ombros.

11. Coma uma dieta leve, yogue…

Beber suco de aipo por sua capacidade de acalmar o sistema nervoso. Outro prato reconfortante é o curry de iogurte. Quando perguntado sobre uma vida potente, Yogi Bhajan disse: “As três raízes – alho, cebola e gengibre – manterão você através dos tempos e através da idade”. Certifique-se de que sua comida contenha muito alho, cebola e gengibre. Fonte

Como funciona o sistema imunitário funciona?

Como melhorar o sistema imunológico?

  • Uma dieta saudável:
    • 1. laranjas, limões e goiabas,
    • 2. alho,
    • 3. iogurte,
    • 4. vegetais de folhas verdes,
    • 5. amêndoas,
    • 6. flaxseeds,
    • 7. cúrcuma,
    • 8. chá verde,
    • 9. abacate,
    • 10. espirulina,
    • 11. aveia,
    • 12. oliva e canola Óleos.
  • B. estilo de vida saudável:
    • 13. evite stress,
    • 14. ter o sono apropriado,
    • 15. ter pelo menos cinco porções de frutas e vegetais,
    • 16. evite o álcool,
    • 17. restringir o consumo de açúcares simples,
    • 18. beba muita água,
    • 19. verifique os seus níveis de vitamina d,
    • 20. mantenha um peso saudável,
    • 21. exercício regularmente,
    • 22. mantenha sorrir e ser feliz.

Com nossas vidas se tornando mais e mais atividade estressante e física tomar um banco traseiro, o resultante sistema imunológico enfraquecido é bastante natural. Quando abusamos do nosso corpo, não podemos realmente esperar algo melhor em troca.

Nós todos estamos cientes do fato de que uma pessoa com um sistema imunológico fraco é mais propenso a doenças e infecções. É por isso que o fortalecimento do sistema imunológico é um pré-requisito para manter várias doenças na baía. Antes de passar para discutir formas de melhorar ou melhor, reforçar o nosso sistema imunológico, vamos primeiro entender o nosso sistema imunológico melhor.

Como funciona o sistema imunitário funciona?

Nosso sistema imunológico está diretamente relacionada com a imunidade do nosso corpo contra doenças. Em outras palavras, o sistema imunitário desempenha a função de defender o corpo contra a doença causando microorganismos. A falha do sistema imunitário para desempenhar a sua função eficazmente resulta num aumento da susceptibilidade a doenças e infecções.

A maioria de nós frequentemente se queixam de constipação, gripe, indigestão, enquanto um número crescente de pessoas estão afetadas pelo diabetes e doenças cardíacas. Todos estes problemas de saúde são repercussões de um sistema imunológico enfraquecido. As células imunes desempenham um papel importante na prevenção da entrada de bactérias patogênicas e vírus no organismo. Estas células compreendem de linfócitos ou As células T que lutar diretamente invadir moléculas e células B que produzem anticorpos que respondem a moléculas nocivas, facilitando a sua remoção por outras células do sistema imunológico.

O sistema imunitário contém igualmente células fagocíticas  tal   como   macrófagos  e  neutrófilos, que elimina os detritos criados a partir da destruição de células prejudiciais e tecidos no local da infecção. Imparidade de qualquer uma destas funções pode enfraquecer o sistema imunológico.

Como melhorar o sistema imunológico?

Como todos sabemos, é melhor prevenir do que remediar. A melhor maneira de evitar estas doenças é abordar sua causa raiz. Isso só é possível através da manutenção de um sistema imunológico forte. Agora surge a questão de como se pode construir uma forte imunidade. Nosso sistema imunológico requer equilíbrio e harmonia para funcionar de forma eficiente. Ela só pode ser melhorada através da incorporação de algumas mudanças no seu estilo de vida. Nutrição também desempenha um papel importante neste contexto. Dada a seguir são algumas dicas para um sistema imunológico saudável, através da qual se pode orgulhar de ter um sistema imunológico saudável.

Uma dieta saudável:

Nossas células imunes são como guerreiros, que precisam de alimentação regular para executar suas funções. É bastante claro que a nutrição e imunidade estão diretamente relacionados uns aos outros. Dada a seguir é a lista de alimentos que podem realmente impulsionar o sistema imunológico.

1. laranjas, limões e Goiabas:

A vitamina C é um poderoso antioxidante. Ele permite que as células brancas do sangue para desempenhar a sua função de responder rapidamente às infecções. Frutas como laranjas, limões e goiabas são as mais ricas fontes de vitamina C. Além disso, goiabas são carregados com fibra, que protege contra o colesterol elevado e doenças cardíacas.

2. Alho:

O alho é conhecido por suas propriedades anti-inflamatórias e anti-bacterianos. Ele pode efetivamente combater infecções bacterianas, fúngicas e infecções virais. Ele fornece proteção contra doenças cardíacas e níveis de colesterol no sangue. Estudos recentes têm demonstrado que o alho pode desempenhar um papel importante na prevenção de cancros de diferentes tipos. É aconselhável para incorporar o alho esmagado em sua cozinha todos os dias. Ele também contém alicina, que mantém o seu sistema imunológico em perfeito estado.

3. Iogurte: 

Se você está sofrendo de má digestão ou são propensas a infecções bacterianas e virais, em seguida, o iogurte pode ser bastante útil. Ele contém probióticos, que podem impedir tais infecções. Ele também possui a capacidade para estimular a produção de interferão, um componente que melhora o seu funcionamento do sistema imunológico. Certos estudos revelaram que o consumo de iogurte por dia reduzir o risco de desenvolvimento de levedura vaginal.

4. vegetais de folhas verdes:

Vegetais de folhas verdes, muitas vezes provocam narizes enrugados de a maioria de nós. Mas eles são super alimento para impulsionar o sistema imunológico. Eles são carregados com ácido fólico, o que melhora o funcionamento do seu sistema imunológico. A deficiência de ácido fólico reduz a secreção de quantidades necessárias de anticorpos que possuem propriedades combater a infecção. Estes são particularmente benéfico para mulheres grávidas e lactantes.

5. Amêndoas:

Deficiência de vitamina E pode afetar adversamente a capacidade do organismo de combater infecções. Um estudo recente demonstrou que tomar uma dose diária de 200 mg de vitamina E melhora a resposta de anticorpos para hepatite B e tétano após a vacinação. As amêndoas são uma rica fonte de vitamina E. Tudo que você precisa fazer é mastigar um punhado de amêndoas para manter seu sistema imunológico funcionando em problemas.

6. Flaxseeds:

Linhaça são uma rica fonte de ácido alfa-linolênico, ômega-3 e ácidos gordos fitoestrogênios chamados lignanos que desempenham um papel importante na modulação da resposta do sistema imunitário, mantendo infecções e doenças auto-imunes na baía.

7. Cúrcuma:

Deficiência de vitamina B6 afeta adversamente diferentes aspectos da resposta imunitária, tais como a capacidade dos linfócitos para amadurecer e converter em vários tipos de T e células-B. Cúrcuma contém vitamina B6, bem como sais minerais como potássio, manganês e ferro, que são importantes para o funcionamento dos diferentes sistemas do corpo. Ele também contém curcumina, cuja ação antioxidante melhora o funcionamento do sistema imunitário.

8. Chá verde:

O chá verde é uma rica fonte de antioxidantes chamados polifenóis, especialmente catequinas. A pesquisa mostrou que eles podem destruir influenza e vírus do resfriado comum. No entanto, para colher seus benefícios, é aconselhável tê-lo sem leite como as proteínas se ligam leite com as catequinas, fazendo-a perder as suas propriedades antioxidantes. Você pode tentar adicionar o suco de limão e mel para melhorar a palatabilidade.

9. Abacate:

Sendo um armazém de aminoácidos, gorduras saudáveis ​​e antioxidantes, abacates ajudar a equilibrar seus hormônios e glândulas supra-renais, bem como apoiar o sistema imunológico.

10. Espirulina: 

Estas algas verde-azuladas são uma maravilha-alimentar em termos de seus vários benefícios à saúde. Eles estimulam a função imunológica e possuem propriedades anti-câncer também. Eles são embalados com ferro e selênio, que pode repor o RNA em um cérebro, melhorando o desempenho do cérebro. Você pode adicionar um pouco para o seu smoothie verde para obter seus benefícios de cura.

11. Aveia:

Uma porção de farinha de aveia no café da manhã pode beneficiar grandemente o seu sistema imunitário. A fibra solúvel contido nele pode reduzir LDL ou “mau” colesterol.

12. oliva e canola Óleos:

Estes óleos são uma fonte de gorduras saudáveis ​​que são um lubrificante para as células. Eles fortalecer seu sistema imunológico, melhorando a flexibilidade e comunicação entre as células. No entanto, o excesso de consumo de ácidos gordos Omega 6 pode aumentar o risco de problemas inflamatórios e do sistema imunitário.

B. estilo de vida saudável:

Para além da nutrição adequada, um estilo de vida saudável também desempenha um papel crucial na manutenção do sistema imunitário saudável. De facto, na presente situação, estilo de vida pouco saudável é uma das principais causas do aumento da incidência de doenças e infecções. Saiba como melhorar o sistema imunológico através de mudanças de estilo de vida. Um estilo de vida saudável deve incorporar o seguinte:

13. Evite Stress:

O stress é uma parte da vida e é experimentado por todos. Mas o estresse prolongado pode torná-lo mais suscetível a doenças que vão desde resfriados a doenças graves. O estresse crônico pode expor seu corpo aos hormônios do estresse, que afetam negativamente o funcionamento do sistema imunológico. Altos níveis de estresse aumentam a produção de cortisol que prejudica suas células imunes. Não é possível se livrar do estresse completamente, mas com um pouco de esforço, os níveis de estresse pode ser reduzido significativamente. Você pode fazê-lo por fazer as coisas e encontrando-se com pessoas que te fazem feliz. Ioga ou meditação é uma ótima maneira de lidar com o estresse. Você também pode tentar trabalhar fora como isso vai desviar a sua mente, causando-lhe a ter menos stress.

14. Ter o sono apropriado:

A falta de sono é um dos principais factores que contribuem para o stress e por sua vez o enfraquecimento do sistema imunitário. Além disso, a insónia pode causar um aumento da inflamação, bem como aumentar os níveis de cortisol. Estudos têm demonstrado que a privação do sono reduz a sua contagem de células T, reduzindo a capacidade do organismo de combater a doença causando patógenos. O sono adequado não só melhora o seu humor e níveis de energia, mas também previne acidentes vasculares cerebrais e ajuda a gerir o seu peso. Certifique-se de obter pelo menos 7 a 8 horas de sono ininterrupto por noite.

15. Ter pelo menos cinco porções de frutas e vegetais:

Frutas e vegetais são ricos em vitaminas A, C e E. A vitamina A presente na cenoura, batata doce e vegetais folhosos verde escuro permitir que as células brancas do sangue para combater infecções de forma mais eficaz. A vitamina C encontrada em frutas cítricas, bem como pimentão, mamão e brócolis melhora a absorção do ferro dos alimentos à base de plantas, protegendo assim o sistema imunológico contra a doença. A vitamina E em nozes e nabo pode combater gripe e infecções respiratórias superiores. Assim, garantir que ter pelo menos cinco porções dessas frutas e legumes para atender às suas necessidades nutricionais diárias. Você também pode considerar tomar um multivitamínico ou suplemento mineral para cumprir as deficiências. No entanto, doses elevadas de minerais pode causar desequilíbrios e suprimem o sistema imunitário.

16. Evite o álcool:

Consumo de álcool pode suprimir significativamente o seu sistema imunitário. Uma pesquisa realizada na Universidade de Brown provou que o consumo excessivo de álcool é tóxico para a célula do sistema imunológico particular chamada dendríticas, que desempenha um papel crucial em destruir os micróbios invasores. Isto não só aumenta a vulnerabilidade ao vírus do resfriado e da gripe, mas pode levar a infecções ameaçadoras graves e até mesmo a vida.

17. Restringir o consumo de açúcares simples:

consumo de excesso de açúcar suprime as células do sistema imunitário, que são responsáveis ​​por atacar a bactérias que causam doenças. Consumo de 75-100 gramas de açúcar esta reduz significativamente a capacidade das células brancas do sangue para combater e destruir as bactérias. Sempre ir para sucos de frutas naturais, água e chás para se manter hidratado, limpar seu sistema imunológico e impulsioná-lo com vitaminas e minerais.

18. Beba muita água:

A água desempenha um papel importante no equilíbrio dos níveis de fluidos do corpo, bem como energizar seus músculos e melhorar a função do intestino. Este é um dos melhores dicas para um sistema imunológico saudável. Certifique-se de beber pelo menos 8 copos de água por dia. Então substituir seu refrigerante, chá, álcool ou café com água.

19. Verifique os seus níveis de vitamina D:

A vitamina D, também conhecida como a vitamina do sol, pode aumentar significativamente a sua resposta imune. A deficiência desta vitamina está associada com resfriados sazonais e resfriados. A deficiência de vitamina D é bastante comum como esta vitamina está disponível apenas a partir do sol e muito poucos alimentos. Você precisa de pelo menos 50 nmol / L de vitamina D para manter a saúde em geral. Se você está propenso a doenças, se os seus níveis de vitamina D marcada. Obter exposição adequada à luz solar. Você também pode tomar um suplemento para compensar a deficiência.

20. Mantenha um peso saudável:

Ser excesso de peso aumenta o risco de desenvolver diabetes, câncer e doenças cardíacas. Além disso, muitas células de gordura desencadear a libertação de produtos químicos pró-inflamatórios no corpo, provocando a inflamação crónica. Esta inflamação pode danificar os tecidos, levando a um sistema imunológico fraco. Então, sempre tem uma dieta equilibrada para manter o seu peso ideal.

21. Exercício regularmente:

O exercício é uma parte integrante de um estilo de vida saudável. Apesar de não ajudar os seus infecções corpo lutar, mas ele definitivamente melhora a sua saúde cardiovascular e reduz o risco de doenças como a osteoporose e câncer. Se você achar que é difícil entrar em um trabalho de pleno direito para fora, você pode tentar ter uma caminhada de 20 minutos todos os dias. Isso irá fortalecer a capacidade de combate a doença de seu corpo.

  • Crianças e adolescentes devem entrar em 60 minutos de exercício por dia, que deve incorporar atividades aeróbicas e atividades de tonificação muscular.
  • Adultos devem ter, pelo menos, 150 minutos de exercício que compreendem de exercício aeróbico por semana e atividades de fortalecimento muscular, como levantamento de peso, pelo menos, duas vezes por semana.
  • idosos com idade acima de 65 anos e que não sofrem de qualquer problema médico deve entrar em, pelo menos, 150 minutos de exercício moderado, como exercícios de caminhada e fortalecimento muscular vivas duas vezes por semana.

22. Mantenha sorrir e ser feliz:

Como todos sabemos, o riso é o melhor remédio e este medicamento também é eficaz em melhorar seu sistema imunológico. Um simples sorriso pode fazer as coisas melhor. Ele pode fazer o seu corpo feliz e impulsionar o seu humor e sistema imunológico. A gargalhada diminui a quantidade de hormônios de estresse no corpo e aumenta os glóbulos brancos que combatem as infecções. Então soltar risadas e permitir que seus hormônios do estresse a cair e suas endorfinas e hormônios de crescimento a subir! Fonte

Resultado de imagem para jejumO jejum impulsiona seu sistema imunológico:

Nossos ancestrais antigos cresceram em um mundo de estresse e escassez. A comida geralmente não estava disponível e o jejum intermitente era comum. Esta forma de vida deixou um plano genético com informações importantes relativas à nossa saúde e bem-estar. O jejum intermitente reduz o dano dos radicais livres, regula as condições  inamatórias no corpo e morre de fome da formação de células cancerosas.

Na natureza, quando os animais ficam doentes, eles param de comer e, em vez disso, se concentram em descansar. Este é um instinto primitivo para reduzir o estresse em seu sistema interno, então o corpo pode combater a infecção. Este mecanismo natural permite ao animal concentrar todos os seus sistemas energéticos internos em relação à imunidade. Os seres humanos são as únicas espécies que muitas vezes procuram mais alimentos durante os períodos de doença.

Conservação de Energia no Corpo:

O corpo tem uma certa quantidade de energia disponível que se desvia para uma função importante, como a digestão, o movimento físico (cinética), a imunidade, a cognição, etc. A necessidade contínua de digerir o alimento desvia a energia desses outros fatores enquanto o jejum conserva a energia para uso com esses outros sistemas. Na verdade, o processo digestivo desviam enormes quantidades de sangue e é considerado caro pela
energia.
Quando comemos alimentos, o sistema imunológico é ativado para aumentar as condições inamatórias para afastar qualquer micro-organismo indesejado dentro dos alimentos. Isso acontece se o alimento é cru ou cozido, pois nada é verdadeiramente estéril. Quando o sistema imunológico se ativa para atacar novos patógenos ingeridos , está usando suas reservas de energia que poderiam ser usadas para outras atividades. O
jejum libera esses glóbulos brancos para destruir infecções dormentes e outras áreas problemática.

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O jejum aumenta a regulação imunológica…

A prática do jejum permite ao corpo colocar mais energia e se concentrar no processo de regulação imune eficaz. O jejum ao beber água e as bebidas limpas eliminam o sistema digestivo e reduzem o número de micro-organismos naturais no intestino. A contagem de micro-organismos é tipicamente regulada pelo sistema imunológico. Assim, isso permite que o sistema imunológico desvie a energia para outras áreas mais importantes.

O jejum intermitente é um ótimo regulador do sistema imunológico, pois controla a quantidade de citocinas inamatórias que são liberadas no corpo. Duas principais citocinas Interleucina-6 e Fator Alpha de Necrose Tumoral promovem uma resposta
inflamatória no corpo. Estudos demonstraram que o jejum reduz a liberação desses mediadores inflamatórios(1,2,3). A modulação do sistema imunológico que o jejum intermitente fornece também pode ser útil se você tiver alergias moderadas a graves(4).

Autofagia para proteger o corpo:

O jejum também estimula o processo de autofagia , onde o corpo quebra células antigas, danificadas e células anormalmente em desenvolvimento para reciclagem de energia. O processo de autofagia faz parte do sistema imune inato e utiliza receptores de
reconhecimento de padrões para identificar invasores de células virais.
O jejum intermitente estimula os processos de autofagia que restringem as infecções virais e a replicação de parasitas intracelulares . Este processo catabólico ajuda o corpo
a se livrar dos agentes patogênicos intracelulares, bem como o desenvolvimento anormal de células cancerosas. Também é importante proteger as células do cérebro e do tecido de crescimento anormal, toxicidade e inflamação crônica (5).

Jejum intermitente e autoimunidade Indivíduos com doenças auto-imunes como lúpus
sistêmico, artrite reumatoide, colite e doença de Crohn viram uma tremenda melhora nos sintomas com incorporação de jejum intermitente(6). Este processo reduz os processos hiper inflamatórios que esses indivíduos sofrem e permitem uma função imune mais normalizada.
As células de câncer são conhecidas por terem entre dez e setenta vezes mais receptores de insulina do que as células normais e dependem do metabolismo anaeróbio do açúcar para o combustível. O jejum intermitente mortifica as células cancerosas e as deixa vulneráveis ao dano dos radicais livres e à destruição final( 7 , 8 ). Dr. Jocker

 

Equilibrando os Chakras com Ervas e Plantas….

Plantas tem sido usadas como medicina há milhões de anos para curar diversas doenças, adquirir sabedoria e para nos ajudar a conectarmos com a natureza. Há textos que datam 2.500 AC sobre várias plantas e suas propriedades de cura. Na Índia, há vários Vedas que mencionam diversos tratamentos a base de ervas e plantas. As plantas emitem uma frequência vibracional que vive em sintonia com nossos corpos e psique. Essas qualidades vibracionais das plantas auxiliam no equilíbrio, cura e energização dos sete principais chakras. 
Os componentes das ervas interagem com nosso sistema energético e remove as toxinas do sangue, melhora a circulação sanguínea e regula o fluxo de oxigênio. Se usadas apropriadamente, pode-se manter um estado de equilíbrio da mente, corpo e espírito. Aqui estão algumas das ervas associados com os sete chakras:
1º CHAKRA – BÁSICO OU RAIZ (MULADHARA)
O Chakra Raíz está localizado na base da coluna vertebral. Nos conecta a terra, porque é daí que recebemos todos os nutrientes vitais essenciais para a nossa sobrevivência, e é também onde as toxinas do corpo são liberadas.
Raíz de Dente de Leão
O chakra raíz não nos aterra apenas fisicamente, mas também exerce a função de nos manter no presente momento. Esse chakra quando desequilibrado pode levar a problemas nas pernas, pés, reto, cóccix, sistema imunológico, depressão, deficiências auto-imunes. O chá de raíz de Dente de Leão (Taraxacum) é altamente eficaz no tratamento de depressão, vesícula biliar ou pressão sanguínea elevada, um remédio desintoxicante para o fígado e os rins
Adicionando em alimentos como: cenoura, batata, nabo, rabanete, cebola e alho, e qualquer outra coisa que se enraíza, pode ter um efeito calmante para o nosso chakra raiz.
2º CHAKRA – ESPLÊNICO, SACRO OU SEXUAL (SVADHISTHANA)
O Chakra Sacral está localizado entre o nível próximo ao abdômen, entre os ovários para as mulheres e próximo a próstata para os homens. A qualidade fundamental desse chakra é a criatividade pura, a atenção, a expressão sexual, livre do ego. Quando esse chakra está bloqueado pode levar  a distúrbios alimentares, problemas do trato urinário, distúrbios reprodutivos, dor de cabeça ocasional, febre e desequilíbrios emocionais.
Flor Gardênia
A Calendula é uma erva fácil de plantar que acentua a criatividade em todas as áreas da vida. Outra erva que é altamente benéfica para este chakra é a Gardenia, que pode-se utilizar tanto as raízes quanto o óleo para muitos fins. Suas flores são usadas por ser muito reconfortante para os sentidos, bem como, não é de admirar que também é conhecida como a erva felicidade.
Já o Sândalo ajuda a curar muitos tipos de infecções, uma vez que instiga crescimento de novas células. Você pode aplicar óleo de sândalo em seu corpo antes de tomar um banho ou você pode usá-lo para criar um bom aroma em sua casa. Outras ervas e especiarias que são benéficos são coentro, erva-doce, alcaçuz, canela, baunilha, alfarrobeiras, páprica doce, sementes de gergelim, sementes de cominho.
3º CHAKRA – PLEXO SOLAR OU UMBILICAL (MANIPURA)
O Terceiro Chakra ou o Plexus Solar é o centro de poder das emoções e do controle positivo de si mesmo. Quando bloqueado pode gerar certas emoções negativas, como sentir-se indigno e com baixa auto-estima, depressão e ansiedade com uma tendência duvidosa e desconfiada para com os outros. E como as emoções se manifestam no corpo físico na forma de doenças, isso pode levar a uma infinidade de problemas: má digestão, úlceras, diabetes, problemas hepáticos ou renais, anorexia, bulimia, e até tumores intestinais.
Folhas de Alecrim
Para desbloquear o fluxo energético, pode-se usar óleo de lavanda, bergamota ou alecrim. Bergamota é ótima para o sistema digestivo, uma vez que acelera o processo de digestão causando menos tensão para o trato intestinal.
 
Na região Mediterrânea, as pessoas consideram o alecrim como uma erva essencial para o estômago e intestino. Pode-se colocar folhas de alecrim em vários pratos ou você pode usar óleo de alecrim para cozinhar. Althea também relaxa o terceiro chakra e suaviza nossos esforços para controlar a vida. Ele ajuda você a relaxar o diafragma e reconectar-se com a respiração. Outras ervas e especiarias que são úteis como anis, aipo, canela, lírio do vale, hortelã, gengibre, hortelã (menta, hortelã, etc.), melissa, açafrão, cominho, erva-doce.
4º CHAKRA – CARDÍACO OU CHAKRA DO CORAÇÃO (ANAHATA)
O Chakra do Coração é o centro do amor, compaixão e perdão do nosso sistema energético do corpo. Quando esse chakra está bloqueado, tendemos a nos sentir disconectos e com problemas em amar a si mesmo e os outros. Além disso, experienciamos uma baixa na circulação no nível físico, não há empatia no nível emocional, e carece de devoção no nível espiritual.
Espinheiro
Muitas questões como amor, tristeza, ódio, raiva, ciúme, temores de traição, de solidão, assim como a capacidade de curar a nós mesmos e outros estão centradas no quarto chakra. Um chá ou extrato de bagas de Espinheiro aumenta a confiança no processo da vida e incentiva você a se sentir seguro ao seguir seu coração. Ela também ajuda a fortalecer o coração e os vasos sanguíneos. Você também pode usar pimenta caiena, jasmim, lavanda, manjericão, sálvia, tomilho, coentro e salsa para um coração saudável.
5º CHAKRA – LARÍNGEO OU CHAKRA DA GARGANTA (VISHUDDHA)
É em grande parte responsável pela auto-expressão e comunicação. Quando este chakra é claro, nosso discurso se torna leve, sábio e podemos comunicar claramente a nossa intenção. Quando em desequilíbrio, leva a problemas de tireoide, laringite, co-dependência no nível emocional, pensamentos pouco claros no nível mental, e insegurança no nível espiritual.
Falamos muitas vezes sem pensar e encontramos dificuldade para nos expressar de forma autêntica. Ele também é responsável pelo nervosismo, medo e ansiedade. Flores de trevo vermelho auxiliam, permitindo um fluxo livre de comunicação e auto-expressão. Uma xícara de chá de trevo vermelho pode desbloquear as emoções e pensamentos que estão esperando para sair.
Uma pesquisa realizada pela Universidade de Maryland em seu Centro Médico mostra que erva-cidreira é capaz de curar várias doenças, incluindo tireoide. O óleo de eucalipto é muito benéfico para o descongestionamento, simplesmente esfregar algumas gotas de óleo na garganta já ajuda. Outras ervas e especiarias que podem ajudar com o chakra da garganta é Tussilagem, que é excelente para tosse irritativa e catarro, a tussilagem ou unha-de-cavalo alivia e relaxa os pulmões, acalma a respiração e ajuda a expelir o muco, hortelã-pimenta, sálvia, sal e limão grama.
6º CHAKRA – FRONTAL OU TERCEIRO OLHO (AJNA)
É associado com a intuição e a glândula pineal. Quando bloqueado, tendemos a falta de imaginação e da intuição, resultando na tomada de decisões pobres e de auto-engano. Fisicamente, a fraqueza do terceiro olho pode se manifestar como problemas nos olhos e ouvidos, dores de cabeça, enxaquecas, insônia e  até mesmo pesadelos.
Ervalhiça Eyebright
Menta, jasmim e a ervalhiça eyebright são ervas utilizadas para abrir o sexto chakra. A menta tem sido utilizada para curar depressão, enxaquecas e perda de memória. Ela também aumenta a conexão entre mente e corpo. Estas são as ervas e especiarias que podem energizar e curar qualquer desequilíbrio no chakra do terceiro olho, zimbro, artemísia, papoula, alecrim e lavanda.
7º CHAKRA – CORONÁRIO OU CHAKRA DA COROA (SAHASRARA)
Nos conecta a energia universal divina. Esse chakra é associado a sabedoria, iluminação e transcendência. Quando aberto e limpo, experienciamos a união divina e o amor cósmico, estendendo-se para sempre. Nossa frequência única em sintonia com a orquestra cósmica. Quando bloqueado, nos sentimos desconectados espiritualmente e passamos a viver sem direção ou propósito. No nível físico, pode levar a depressão, distúrbios do sistema nervoso, enxaquecas, amnésia, ADD, dislexia, e em casos mais extremos, delírios cognitivos e doença mental.
As flores de lavanda e de lótus auxiliam a abertura do sétimo chakra. A lavanda traz para você o alinhamento com a sabedoria divina em uma base diária e é uma erva popular para melhorar a meditação. Enquanto as folhas de lótus e caules são amplamente utilizados na culinária japonesa e chinesa, e cada parte tem seu próprio conjunto de benefícios.
A Lavanda é sua melhor aposta, porque ele funciona bem em todos os chakras. Você pode incluir plantas internamente em sua vida através de chás, ou externamente como um banho ou aromaterapia, você pode aumentar os benefícios por conscientemente se conectar com suas qualidades vibracionais.
 
Ervas e plantas são demais, podem causar todos os tipos de efeitos em nossos três corpos, o físico, mental e espiritual. Viva a natureza e seus grandes poderes!!!❤
As plantas com poder curativo (fitoterápicos) normalmente são utilizadas para tratar o físico, esse uso já é bastante conhecido, não somente como parte de uma tradição popular, como também, alvo de inúmeras pesquisas que tem comprovado o poder curativo de muitas dessas plantas.
No entanto, aqui vamos falar de outras qualidades e usos destas plantas. A Fito energética é uma abordagem diferente sobre o poder curativo das plantas. Na verdade trata-se do mesmo principio utilizado nas essências florais, onde se considera a energia ou vibração própria de cada uma dessas plantas, que vai além dos benefícios provindos dos seus componentes químicos e princípios ativos.
A energia de cada planta vai atuar em nosso campo energético (corpo etérico, sutil…) influenciando e elevando nosso nível vibratório para que este volte a sua harmonia. “As doenças, geralmente, não nascem no físico, mas na essência, na alma do ser, que é onde está presente o mundo de sentimentos e emoções.”(Gimenes, p. 29)
Energeticamente equilibrados o corpo também volta ao equilíbrio e harmonia que é percebida como um estado de saúde física-emocional. 
Escolhi alguns chás bem conhecidos nossos. Chás que costumamos tomar, principalmente no inverno e que trazem benefícios que vão muito além de nos aquecer no frio, aquecem o coração e a alma. São todos chás facilmente encontrados e que podem ser usados em sachê (chás de caixinha).
Camomila
Atua no 3º chacra- Plexo Solar.
Função fito energética: limpa a raiva, o ódio, as mágoas; elimina a falta de fé. Acalma e relaxa sem dar sono. Útil em momentos de nervosismo e para pessoas agitadas ou hiperativas.
 
Canela
Atua em todos os chacras.
Função fito energética: elimina a falta de fé e a falta de amor, pois traz um sentimento de conexão com o criador. Promove o sentimento de gratidão, a empatia e a compreensão. Combate a birra, a rebeldia, a frieza e a insensibilidade.
Erva Doce
Atua no 3º chacra
Função fito energética: promove o otimismo, a motivação, aumenta a coragem. Diminui a ansiedade e ajuda a organizar a mente no sentido de estabelecer prioridades. Bom para ser usado à noite, pois induz a uma leve sonolência.
Funcho
Atua no chacra laríngeo.
Função fito energética: promove o desejo de buscar o melhor de si mesmo, vontade de se aperfeiçoar, de trabalhar talentos e virtudes próprios. É um gerador de transformações internas que ajuda a cortar os laços com o passado.
Hortelã
Atua em todos os chacras.
Função fito energética: abre novos caminhos na vida. Ajuda a entender e trabalhar dificuldades com o pai. Combate a hipocrisia e a falsidade. Contribui nas mudanças de pensamento. Tem efeito analgésico, reduz o estresse, gera vitalidade energética.
Laranjeira
Atua no 2º chacra – umbilical
Função fito energética: possibilita maior estabilidade emocional, equilibra. Elimina a sensação de abandono e solidão. Ajuda a limpar memórias negativas do passado. Gera leveza para a alma; abre a consciência para o verdadeiro propósito na vida.
Maçã
Atua no 4º chacra- chacra cardíaco
Função fito energética: é um gerador de paz, pois proporciona bem estar, harmoniza emocionalmente, acalma, libera o sorriso. Incentiva o entendimento entre as pessoas.
Marcela
Atua no 3º chacra, o plexo solar.
Função fito energética: gera sentimento de segurança, ativa a coragem, cria esperança. Elimina maus hábitos. Possibilita a limpeza de ódios, mágoas e trabalha a capacidade de perdoar.
 
Melissa
Atua no chacra cardíaco.
Função fito energética: Ajuda a superar separações difíceis. Energia para aprender a amar e viver de forma mais leve. Elimina traumas de infância, traz consciência da infância para melhor entender o presente. Entendimento e compreensão dissipam a discórdia. Incentiva a honestidade em todas as relações.
Atenção: Não tomar o mesmo chá por mais de 15 dias. Alterne chás com benefícios parecidos. Não substitua o consumo de água por chás.
Material retirado do livro Fito energética: A energia das plantas no equilíbrio da alma, Bruno J. Guimenes – 2º Ed. 2007- Editora Borboletras- RS
Todas as pessoas têm ao redor do corpo físico um campo eletromagnético. Este campo é composto por corpos sutis, que chamamos de ‘Aura’.
A Aura das pessoas  seria como uma espécie de antena que recebem e envia mensagens entre si. Estas mensagens são decodificadas através da nossa intuição.
Quando passamos por situações ruins ou conflitantes, energias desequilibradas se agregam à nossa Aura e lá permanecem podendo provocar doenças.
Dica muito conhecida e eficaz é o Banho de Ervas. Através dele, limpamos a nossa aura fazendo com que ela volte a funcionar normalmente e harmonizando os nossos Chakras que são uma espécie de túneis por onde entram as energias em nosso corpo físico.
Cada erva ou planta tem características específicas que interagem com as nossas energias provocando mudanças muitas vezes necessárias e essenciais. As ervas tem o poder de limpar, energizar, melhorar nossa auto-estima, tirar nosso cansaço, afastar a negatividade, etc.
Para fazer um banho de ervas, escolha aquela que apresenta propriedades que se adequadam ao problema ou situação. Depois, pegue um punhado de cada erva e faça um chá com elas. Coe numa jarra e após tomar um banho normal, jogue o chá do ombro pra baixo. As ervas podem ser misturadas e o resultado será melhor se usado número ímpar de ervas.
O Sal grosso pode ser usado como banho de limpeza mas é preciso que se tome um banho de ervas logo após. 
ERVAS E SUAS PROPRIEDADES…
       * Arnica – afasta a negatividade                                                   
       * Abre Caminho – novas forças
       * Alho (palha) – proteção
       * Alecrim – clareza mental
       * Alpiste – prosperidade
       * Arruda – proteção
       * Anis Estrelado – aumenta a auto-estima
       * Água-de-arroz – calmante
       * Água-marinha (planta) – limpeza
       * Alfazema – mudança
       * Bulbo de cebolinha – tira o cansaço
       * Comigo-ninguém-pode – defesa
       * Camomila – limpeza (bactericida)
       * Canela – limpeza, força e prosperidade
       * Cravo da Índia – estimulante
       * Crizântemo branco – calmante
       * Crista-de-Galo (sementes) – calmante (hipertensão)
       * Contas de Rosário – concentração
       * Cenoura (folhas) – fraqueza
       * Dente-de-Leão – tristeza e anti-tóxico
       * Erva doce – boas energias
       * Espada de São Jorge – proteção
       * Folha de Pinheiro – limpeza
       * Folhas de Pêssego – dissolve densidades acumuladas
       * Folhas de Limão – corta energias negativas
       * Folhas de Manga – prosperidade
       * Folhas de Louro – prosperidade
       * Fumo – proteção
       * Flor de sabugueiro – calmante
       * Guiné – proteção e força
       * Girassol (sementes) – acelera as mudanças
       * Guaraná – aumenta as energias
       * Hortelã – aceitação
       * Inhame – força e limpeza
       * Levante – força, melhorar a auto-estima
       * Losna – corta a negatividade (raivas)
       * Macela – calmante (bom para insônia)
       * Manjericão – equilíbrio, renova as células do organismo
       * Pitanga (folhas) – melhora a circulação
       * Rosas brancas – limpeza
       * Rosas vermelhas – energia
       * Sementes de tangerina – para dores na coluna
       * Sálvia – rejuvenecimento
Por Bruno J. Gimenes

Neste conteúdo especial eu vou lhe ensinar uma fórmula com a energia das ervas para você fazer uma limpeza energética e espiritual que é muito eficiente. Essa técnica é rápida, eficiente, simples e barata.

OS BENEFÍCIOS DESTE BANHO

– Aliviar o Stress e a Ansiedade;
– Eliminar o cansaço;
– Acalmar a mente e clarear os pensamentos;
– Eliminar emoções e sentimentos negativos;
– Ajudar na sua elevação espiritual e na conexão com o seu Eu superior;
– Ajuda a eliminar a dor de cabeça de ordem emocional;
– Ajuda contra o medo de situações mais comuns;
– Ajuda a contra a insônia.

Quando me refiro a causa energética eu quero falar do campo de energia, conhecido como aura, que é uma emanação sutil e invisível aos olhos destreinados. A aura de uma pessoa é formada com base em vários fatores difíceis de serem citados em um único texto, contudo, uma coisa é certa: ela é afetada diretamente pela força dos pensamentos e sentimentos, tanto da própria pessoa quanto de todas as outras que as cercam. Por isso, para que um tratamento realmente trate as emoções de uma pessoa, ele precisará alcançar a aura delas. E essa função é perfeitamente possível para as ervas, porque o que entra em jogo não são os princípios ativos químicos dos vegetais, mas o princípio energético.

ERVAS NECESSÁRIAS POR BANHO
 ( tanto faz que estejam frescas ou desidratadas)
 
 

-1 folha de Boldo do Chile (ou qualquer espécie de boldo que você conheça ou tenha acesso);
-1 pequena casca de canela;
-1 Folha de laranjeira ( de qualquer espécie);
-1 Folha de Ipê-roxo ( ou uma pequena lasca da casca);
-1 Rodela fina de Maçã;
-1 Folha de Louro.

INFORMAÇÕES ESSENCIAIS PARA O BANHO DE ERVAS:
– Não há contra-indicações, portanto grávidas, gestantes e crianças podem usar tranquilamente;
– Use sempre 3 dias em seguido;
– Não importa o horário do banho;
– Não importa se você está fazendo algum outro tipo de tratamento;
– Para cada banho você precisa fazer um novo preparado, pois a validade da energia é de até duas horas, por isso, não é possível reservar para outro momento.
– Não reaproveite as ervas usadas;
– Siga exatamente a recomendação das ervas que devem ser usadas. Não deixe faltar nenhuma espécie e também não substitua por outra.
– Use água mineral de preferencia.
–  A cada 3 dias de uso, espere 7 antes de fazer o próximo.
– O efeito total do Banho acontece somente se você fizer 3 dias em seguida, sem intervalos.
Como preparar o banho:
– Aqueça um litro de água até começar a formas bolhas na água. Não deixe ferver.
– Apague o fogo e coloque todas as plantas. Jamais aqueça em micro ondas.
– Faça uma oração pessoal:  Faça um agradecimento a sua vida e as suas bênçãos, em seguida peça a bênção de Deus…da Fonte Pai/mãe, da natureza e dos seres de Luz para o seu preparado.
– Agora mentalize que no seu preparado ( imagine, sinta ou acredite) pulsam as luzes verde e prata. Imagine elas como se fosse um coração pulsando o verde e o prata. Quando o verde fica mais fraco, o prata fica mais forte e vice-versa.
– Faça isso por 3 minutos e está pronto.
– Se você preferir, pode filtrar ou coar o preparado, retirando as ervas que foram usadas.
COMO USAR:

– Leve o conteúdo preparado imediatamente para o ambiente do seu banheiro.
– Tome o seu banho e no momento que decidir, seja ele qualquer, despeje com suavidade e lentidão o conteúdo todo sobre a cabeça, certificando que vai tocando o corpo todo. Nesse instante você deve sair da ducha e ficar por um minuto sem se enxaguar com a água comum do banho.
– Depois pode voltar ao banho normalmente, mesmo que queira lavar-se novamente com os seus produtos de higiene! Fique a vontade, pois não anula o efeito da energia das ervas.
– Fique perceptivo aos efeitos do banho de ervas e sinta o seu estado de espírito mais sereno e mais harmônico. 

Delicie-se da sensação!!!
 

Energia & Vibração Sonora…

Resultado de imagem para energiaUm tema que está sendo muito comentado tanto no meio espiritualista e científico é a questão da Energia. Sobre o tema, transcrevo aqui alguns parágrafos de um livro onde a autora desenvolve a partir tanto da visão do filósofo grego Heráclito e de Jung.

“Não faz muita diferença se examinamos os processos da natureza, exploramos antigas filosofias de vida, estudamos astrologia ou tentamos outras formas de introspecção,pois sempre deparamos com inúmeras leis fundamentais da vida. Na situação presente, a lei principal é que nada permanece em seu estado original. Heráclito já havia formulado, em tempos passados, a enantiodromia,que significa, de forma aproximada, tudo posteriormente se transforma em seu oposto. A esse respeito, Jung afirmou que tudo que é humano é relativo porque tudo se apoia em antíteses internas que são formas de energia. “‘A energia se apoia necessariamente num contraste preexistente sem o qual nenhuma energia seria possível. (…)  
De inicio precisamos ter o alto e o baixo, o quente e o frio etc, antes que aquele processo de ajuste conhecido como energia possa ocorrer. Toda vida é energia e, por tanto, apoia-se na oposição . O objetivo não é transformar um valor em seu oposto, mas manter ambos os valores como são ao mesmo tempo em que se reconhece o contraste entre eles”‘.
(…) Se não existisse o ‘”ruim”‘, seria impossível apreciar o “‘bom”‘ pois não haveria  oportunidade de se comparar os dois. “‘Pois apenas pela intensidade da escuridão, os raios de luz podem se tornar visíveis em toda sua intensidade. A claridade e a escuridão compõem um dia e o bem e o mal constituem um ser humano.”’ Jung também afirma,corretamente,que quando alguém mostra às pessoas seu lado escuro, elas sabem que ele deve ter um lado claro, e este, que está a par ao mesmo tempo de seus lados escuro e claro, enxerga-se de dois ângulos  a partir do meio. Percebe que a claridade e a escuridão se somam para constituir o mundo. Se alguém se identifica com apenas um dos opostos, o bom ou o ruim, a qualidade com a qual não se deseja ser identificado é evocada exatamente com a mesma força – se não na mente consciente , na inconsciente. Sempre que um indivíduo decide ser apenas bom, sua abordagem se torna unilateral. Não há nada de errado, naturalmente, com a ‘”bondade”‘ em si mesma, mas sendo severo, de maneira consciente, com seu comportamento, ele desperta uma força inconsciente – a maldade que se recusa conhecer  – e este fato, conforme é comum em tais casos de repressão, atua no sentido de compensar ou mesmo destruir aos poucos a maneira de ser conscientemente escolhida mas unilateral. Toda forma de dependência, seja ao álcool, morfina ou idealismo, provoca uma reação posterior. O bem e o mal formam um todo paradoxal O reconhecimento de ambos os opostos torna os conceitos de bem e mal relativos e esta relatividade é aplicável a todos os componentes da existência. Tudo possui dois lados e ambos os opostos estão presente ao mesmo tempo, embora um lado se mostre de maneira mais clara e portanto fique mais visível.

A psique humana ( que é composta dos opostos “‘conscientes'” e “‘inconscientes'” ) luta, como tudo o mais na natureza, para atingir um equilíbrio e portanto é perfeitamente natural que uma grande ação numa parte da psique. Assim, por exemplo, grandes e positivas proezas intelectuais na consciência são com frequência seguidas por fortes reações emocionais de caráter negativo. A noção de enantiodromia – o fato de que tudo se transforma em seu lado oposto ou inverso – encontra em nossas vidas como no exemplo há pouco dado. Ambos os aspectos de uma única realidade se alternam continuamente. “‘Assim no decorrer natural dos acontecimentos, efeitos positivos seguem efeitos negativos no inconsciente e vice-versa. Se a nossa fantasia produz uma imagem brilhante num momento, há uma imagem escura que se segue imediatamente após. Compete à nossa energia psíquica garantir a regulamentação mútua desses relacionamentos e mantê-los num estado de tensão viva. Pois todos esses pares de opostos devem ser ser considerados opostos não apenas em conteúdo mas também na intensidade de suas energias.”‘
Relacionando este fato com a citação do Tao-te king (…), vemos que todo o princípio está contido nas palavras “‘Dois geram três”‘. A estrutura dos opostos (Dois) necessariamente põe em ação um terceiro fator (Três), ou seja, a energia que esses dois fatores se empenham em juntar. É essa energia (psíquica) que é assinalada na astrologia pelo conceito de quadruplicidade a as três quadruplicidades ilustram três direções distintas de escoamento desta complexa unidade de energia.
Heráclito e Carl Jung não foram as únicas autoridades que abordaram o princípio de opostos – a ideia é importante sob muitas maneiras em muitas civilizações. Um excelente exemplo pode ser encontrado em um antigo pensamento chinês, trazido ao Ocidente por Richard Wihelm, onde é feita a tentativa de transpor os dois (aparentemente irreconciliáveis) pólos opostos na suposição que os opostos por fim se encontram. Pensa-se que duas condições, ainda que antagônicas, tornam-se compatíveis ao suceder uma à outra no decorrer do tempo, de tal forma que se transforma na outra. Esta é de fato a ideia básica do I Ching, o Livro das Mutações. O tempo é a chave para a oposição e a reconciliação.”

Do Livro Astropsicologia de Karen Hamaker -Zong/Ed. Nova Fronteira

Vibração Sonora….

Um dos ensinamentos místicos e ocultistas é que tudo é vibração no universo.De sua fonte cósmica até as manifestações mais densas da matérias, as vibrações estão por toda parte e formam escalas que se estendem de inumeráveis oscilações a dezenas de oscilações por segundo.Consideramos aqui uma faixa estreita de vibrações conhecidas dos pontos de vista científico,musical e místico pelo nome de “ondas sonoras”.
Do ponto de vista da física,o estudo dos sons ou “acústica”,é uma ciência muito antiga. Os homens se interessaram muito cedo pelos sons musicais. No século VI antes da nossa era, Pitágoras descobriu a relação existente entre a altura  de um som emitido por uma corda vibrando e o comprimento dessa corda. Ele chegou assim à noção de escala. Foi apenas em 1686 que Newton explicou o mecanismo de formação e da propagação dos sons e em 1895 que Lord Raleigh elaborou a acústica clássica. A primeira gravação do som deve-se a Thomas Edison e Charles Cros, que inventaram o fonógrafo em 1877. A eletroacústica  depois se desenvolveu de um modo notável com o rádio,o gravador magnético,os sintetizadores etc.
Na origem dos sons percebidos pelo ouvido,encontramos uma fonte ou emissor. Os emissores sonoros são extremamente variados: podem ser cordas vocais,instrumentos musicais,vento,ondas marinhas,motores,alto-falantes etc. Qualquer que seja o emissor sonoro,o fenômeno físico que se encontra na origem do som é a vibração.
      
 A Música…
A palavra “música” vem do latim musica e do grego musikê que significam “artes das Musas”.
É a arte de combinar sons segundo regras variáveis conforme o lugar e a época,organizando um período com elementos sonoros. A musica convoca a harmonia que é o conjunto de princípios sobre os quais se baseia o emprego dos sons simultâneos ou ainda a teoria dos acordes e simultaneidades. De maneira geral a harmonia de define com as relações existentes entre as diversas partes de um todo que fazem com que essas partes concorram para um mesmo efeito de conjunto. Um acorde é uma associação de vários sons simultâneos que têm relações de frequências modificadas pelas leis humanas.
“A arte das Musas” segundo a etimologia”arte dos sons”, segundo os dicionários e “a arte do tempo”para alguns poetas,a música se adapta mal às definições demasiado formais.Desde sempre se revestiu com um caráter misterioso e indefinível.Em todas as sociedades foi objeto de uma sacralização permanente e,desde de suas origens,exerce uma fascinação que em vão buscaríamos em qualquer outra forma de arte. Ela galvanizou exércitos e exaltou revolucionários,mas também contribuiu para acalentar as crianças e acalmar as angústias. Além disso, ecoa no coração de cada indivíduo e serve de apoio a todas as religiões do mundo. De fato, é uma linguagem infinita e universal entre homens, as nações e mui certamente,entre os mundos planetários.

Antes de ir além,relembramos duas leis fundamentais para compreensão do assunto: Lei de Correspondência e a Lei de Ressonância. As leis cósmicas agem tanto no macrocosmo quanto no microcosmo,provando assim o adágio de Hermes: “aquilo que está embaixo é como está em cima” e correspondendo-se mutuamente. A música produz efeito não apenas sobre as emoções mas também sobre o corpo e a mente do ouvinte. De fato, as vibrações sonoras agem sobre a fisiologia humana  e sobre as diferentes fases de sua consciência ,sendo que um mecanismo puramente auditivo é apenas secundário. A musicoterapia,por exemplo, objetiva tratar de certas enfermidades por meio dos sons. Com efeito, as ciências tradicionais há séculos afirmam que existem relações entre várias notas da escala e determinadas partes do corpo humano. É preciso portanto ter consciência do impacto dos ritmos musicais, pois conforme sua natureza eles exercem uma influência negativa ou positiva, não apenas em cada indivíduo,mas também no meio ambiente.
No plano individual, a linguagem musical se dirige essencialmente ao EU psíquico e anímico daquele que a exprime ou a escuta. Enquanto complexo multidimensional,essa linguagem deve ser utilizada para estabelecer um elo privilegiado entre a razão e emoções.
 O que será harmonia? Um som harmônico é um som musical simples cuja a frequência é um múltiplo inteiro  daquela de um som de referência ou um som fundamental. Sons cuja a frequência é o dobro ou o triplo da frequência fundamental são chamados de “harmônicos de segunda ou terceira ordem”. Outras palavras,quanto uma nota é tocada,seus harmônicos ressoam mesmo que não tenhamos consciência disso. Uma nota vibra,portanto, numa dada frequência e origina em outras oitavas uma nota mais elevada:”Aquilo que está embaixo é como o que é em cima “. Aquilo que é tocado num plano está em correspondência com outros planos.
Assim sendo,exprimir o Amor Universal é a Grande Obra que a música deve aprender a servir. Há séculos que místicos atribuem uma dimensão transcendental ao fenômeno da música. Ela sempre lhes conferiu um poder metafísico. É importante mais que nunca adotar uma concepção ao mesmo tempo tradicional e moderna dessa arte,pois a música é verdadeiramente um instrumento místico,uma Arte Mística que deve assumir seu verdadeiro lugar no seio da Criação. Eis o que diz respeito o maestro Otto Klemperer: “A música é a arte das artes-a arte por excelência. Lá onde as palavras acabam,começa a música. E aonde acaba a música? A música é infinita. Ela é a linguagem da alma. O mundo do materialismo nega a existência da alma,do mundo sobrenatural e da metafísica. O mundo materialista dispõe da força bruta.O mundo da música possui apenas a força interior”. Fonte

Sincronicidade & Inconsciente Coletivo…

O significado da palavra”sincronicidade” dá ideia de fatos ocorridos coincidentemente em determinado tempo. São denominados coincidências que se manifestam em muitas ocasiões dentro da vida de uma pessoa. Alguns referem-se a esses fatos como mera sorte ou uma simples coincidência. Para outros, entretanto, a percepção é outra, isto é, para esses algo de marcante está acontecendo e sobre esse fenômeno Carl Jung chamou de “sincronicidade”.
É interessante notar que nos dicionários mais antigos, o vocábulo não existe.Demonstra que a preocupação do seu significado é atual. O homem de hoje desperta para algo que vai além dos fatos de seus cinco sentidos.
Certamente a maioria das pessoas possui narrativas aonde acontecimentos aparentemente involuntários ocorridos simultaneamente e que as salvaram de algum acidente ou situação crítica. Muitas pessoas relatam que em determinado dia se atrasaram para pegar a condução ou no dia do embarque de avião,trem, ônibus e pouco depois souberam que aquele veículo o qual tomariam sofreu um acidente com vítimas e possivelmente com mortes.
Eis então um fato que é comum nesses casos: um imprevisto mudou uma situação que deveria ter ocorrido(carma, destino, a mão de Deus?) Outras histórias com final feliz também ocorrem diariamente para muitos numa demonstração da existência da sincronicidade (esta autora passou por algumas bem felizes), entretanto passam desapercebidas.
Jung, estudando os fenômenos de sincronicidade, desenvolvendo-os como coincidência significativa, perguntava-se “Quais são as condições psicológicas internas, tanto conscientes quanto inconscientes, para que nossa experiência externa seja afetada de maneira tão inesquecível e transformadora? A resposta parece estar com o psicólogo estadunidense, Robert Hopcke, ao afirmar que o termo coincidência é uma sequência de fatos que acontecem proximamente, que são ligados uns aos outros e que são relacionados entre si pelo acaso través de uma similaridade notável.
  Quando dizemos que algo é significativo para nós, quase sempre estamos querendo dizer que esse algo tem importância para nós por causa de certos valores que carregamos ou que esse mesmo algo nos causou um impacto significativo e afetou nossas vidas de certa maneira. Portanto, um evento com uma ação sincrônica é uma coincidência que carrega um significado subjetivo para a pessoa envolvida.

Eventos Sincrônicos…

Eventos sincrônicos se aplicam a uma larga escala de coincidências significativas. Em algumas, a extrema improbabilidade e o fantástico paralelo entre o estado interior do evento e a ocorrência externa pode ser uma característica notável. Em outras coincidências significativas, pode levar mais tempo até que o significado do que aconteceu torna-se claro ou desenrolar através do tempo. Em alguns relatos, o acontecimento externo ocorre antes e o significado interior vem após. Em alguns, afirma Hopcke, a coincidência significativa se passa entre uma imagem interior,um sonho, por exemplo, e um acontecimento externo subsequente.
  Em todos os casos desse tipo de evento, contudo, o princípio de ligação entre o interior e exterior é o significado para as pessoas envolvidas.

Mesmo que a história da humanidade esteja cercada de eventos sincrônicos que mudaram seu curso, a grande contribuição de Jung foi sua observação de que o ponto de convergência especial de acontecimentos e o estabelecimento quase sempre, têm características distintas:

  1. Estão ligados pela casualidade;
  2. São acompanhados de uma profunda experiência emocional;
  3. O acontecimento é de natureza simbólica.

 Hopcke acrescenta um quarto item afirmando que essas coincidências ocorrem em momentos de importantes transições em nossas vidas.

Causa e Efeito…

Culturalmente somos acostumados a pensar em termos de causa e efeito, o que é uma parte tão elementar da nossa mentalidade ocidental que nem apercebemos disso.

A “ocorrência simultânea de dois eventos significativos, porém não ligados pela causalidade” desenvolvida por Jung é até hoje difícil de aceitar exatamente porque a sincronicidade nos força, no que diz Hopcke, a sacudir a tirania da teoria de causa e efeito. Nessa visão de mundo causal, estamos limitados somente pelas consequências de nossos atos, devemos então agir livremente.
 Pensar diferente, principalmente da maneira como a sincronicidade sugere a fazer, é abraçar a ideia de que eventos do acaso podem ser significativos em vez de ser sem sentido. De um modo geral, essa ideia pode ser um duro golpe em nosso ego, desafiando a visão de complexo de poder e controle consciente que criamos para nós mesmos. Já em culturas não ocidentais,os indivíduos tendem a ver a humanidade como uma parte de um grande todo no qual tudo na vida é conectado. Os asiáticos não percebem suas ações como uma causa produzindo um efeito, não como uma pessoa atuando sobre o mundo, que é separado e objetivo, porém como parte de uma teia interligada e subjetiva. agir dentro desta visão de mundo é um processo humilde e cuidadoso.
Essa maneira de pensar, na qual sua experiência objetiva de interligação com o mundo é mais importante que o controle individual sobre o meio ambiente através de causa e efeito é um modo de viver que se adapta à realidade do acaso significativo. Admitir conexões não casuais entre acontecimentos significa também reconhecer que o mundo físico não está separado dos acontecimentos psíquicos interiores. Porém a divisão entre mundo interno e externo está tão profundamente arraigada em nosso pensamento que a maioria das pessoas sequer tem consciência disso. Sincronicidade sugere que nossa divisão radical entre “interno” e “externo” é,na verdade,falsa.
  A teoria de causa e feito necessita de fatos “antes” e “depois” que estão intimamente ligados ao tempo. Ao desafiar nossa ilusão de controle total das situações e eliminar a divisão entre realidade subjetiva e objetiva, a sincronicidade também interfere na forma como confiamos numa noção linear de tempo para organizar nossa visão de mundo. A sincronicidade nos convida a olhar para nossas vidas de um novo ângulo.

Realidade Emocional…

Hopcke toma emprestado o termo “numinosidade” de Rudolph Otto para dizer que “é aquela experiência que temos quando sentimos que estamos inegavelmente ,irresistivelmente e inesquecivelmente na presença de Deus”.  Há uma elevada qualidade de sentimentos provocados por uma sincronicidade, a numinosidade e energia psíquica que ela desperta é o agente através do qual é feita a conexão, nos levando a questionar a visão ocidental da objetividade e valorizar os sentimentos tanto quanto os pensamentos. Sentir significa ser vulnerável e vulnerabilidade é uma experiência de submissão, nos ensina Hopcke. Não uma submissão diante de um poder terreno ou algum deus punidor, mas diante do Cósmico.

“Experiências  com eventos sincrônicos e sonhos, podem enriquecer e aprofundar nosso sentido de humanidade e percepção de conexão com todos os seres viventes e com o Universo.”

Simbolismo…

Uma mesma experiência de sincronicidade pode ser extremamente significativa para uma pessoa e não representar absolutamente nada para outra, e isso porque um acontecimento de sincronicidade é sempre carregado de simbolismo.
Um símbolo muitas das vezes é um mistério e, os eventos sincrônicos funcionam, como todo símbolo, fazendo o inconsciente torna-se consciente. Prestando atenção em fatos externos, extraordinária ocorrência do “acaso” pode ter significado imediato para as pessoas mais atentas .
Psicológica, emocional e simbolicamente fazemos o que sempre se faz com as histórias, permitindo que signifiquem algo, que causem impacto enfim que nos provoquem uma mudança.
Segundo diz Hopcke, o aspecto mais essencial e evidente da sincronicidade é a vivência do significado em cima do qual essa coincidência se baseia e o fato de recebemos, num acontecimento sincronístico único e que não se repete, um lembrete sobre uma importante verdade: que nossas vidas são organizadas, conscientes ou inconscientemente da mesma forma que uma história, que nossas vidas têm coerência, direção, uma razão de ser e também de beleza. Sincronicidade nos lembra quanto as histórias de nossas vidas podem ser obras de arte.

Nossas vidas estão cheias de eventos sincrônicos mesmo que não damos a devida atenção. Talvez por causa do constante estresse e ansiedade que vivemos nesse mundo contemporâneo. Com nossas cabeças cheias de preocupações e devido o conceito de separação de mundo objetivo e mundo subjetivo. Mas uma vez passando pela experiência sincrônica, descobrimos que muita coisa ainda está por baixo iceberg, isso se tivemos olhos para ver e ouvidos para ouvir. Fonte

O grande psicólogo Carl Gustav Jung, desenvolveu em colaboração com o prêmio Nobel de Física, Wolfgang Pauli, uma teoria denominada “Sincronicidade”. Essa teoria afirma que, embora dois acontecimentos aparentemente sem conexão entre si ocorrem, eles não são isolados, na verdade, existiria uma relação simultânea entre eles.

É citado como exemplo da sincronicidade, quando sonhamos com um amigo que não o vemos ou estabelecemos algum contato a bastante tempo, e no dia seguinte o vemos. Para Jung, esses atos mostram como se dá o funcionamento do inconsciente coletivo, outro conceito de sua autoria. Ele afirma que este Inconsciente Coletivo conecta os seres humanos entre eles, e com a natureza. A casualidade não existe. Tudo está dentro da sincronicidade.

Jung afirma que esses fenômenos sincrônicos se manifestam com muito mais frequência quando estamos com a psique menos consciente (ondas alfa), esse é o estado da nossa mente quando meditamos ou sonhamos. Assim que a pessoa percebe a informação sincrônica, se concentra nela, e isso faz a perder, pois a ideia de espaço e tempo retorna com tudo.

Segundo Jung, quando pensamentos e intuições chegam até nós do Inconsciente Coletivo, eles não surgem através da nossa vontade, do nosso esforço, na verdade, as informações do Inconsciente coletivo estão sempre chegando até nós, quando captamos essa informação achamos que foi nós que a processamos, mas na verdade, apenas a captamos. Apenas uma pequena parte é percebida, captada por nós, a grande maioria chega até nós e são esquecidos antes mesmo de percebermos.

O conceito de Inconsciente Coletivo de Jung, já existia muito tempo atrás no Hinduísmo, são os chamados Registros Akáshicos, que é descrito como um conjunto de conhecimentos armazenados no éter, lá encontram-se pensamentos e emoções de seres do nosso planeta e de seres de fora do nosso planeta, por todos o cosmos. Lá está tudo o que ocorreu, ocorre e ocorrerá.

Segundo os hindus, qualquer um pode acessar essa fonte, qualquer um pode pedir ajuda aos seus orientadores multidimensionais, pois se alguém está com um problema específico agora, é certo que esse incidente ocorreu antes em outro tempo e lugar e, portanto, a solução já está disponível, apenas esperando que alguém a consulte.

Encerro esse texto, com dois pensamentos para reflexão, um de Jung, e outro de Nikola Tesla, um dos grandes gênios da ciência que também dizia ter certeza da existência desse conhecimento universal. Forte abraço a todos, até a próxima!

“Meu cérebro é apenas um receptor, no Universo existe um núcleo a partir do qual obtemos conhecimento, força e inspiração. Eu não penetrei nos segredos deste núcleo, mas eu sei que ele existe” ~Nikola Tesla~

“Não posso provar a você que Deus existe, mas meu trabalho provou empiricamente que o “padrão de Deus” existe em cada homem, e que esse padrão (pattern) é a maior energia transformadora de que a vida é capaz de dispor ao indivíduo. Encontre esse padrão em você mesmo e a vida será transformada” ~Carl Jung~

Edson Luiz Pocahi

Como realizar o autoconhecimento?…

93168-spiritual_dimensions_by_dorianoart-d7pha9qAUTO-OBSERVAÇÃO…
Pensar em mudanças sem saber por onde começar é extremamente absurdo.
Querer trabalhar sobre suposições ou “achismos”, outro erro.
E isso é muito comum nos dias de hoje. Se fala sobre mudanças, mas as pessoas não sabem por onde começar nem porque devem mudar.
Isso não é questão de moda ou de prática de grupo, senão que aprender a vermos a nós mesmos, sem tirar nem colocar e muito menos sem julgar. Apenas ver (nos observar).
Podemos nos observar aqui, no que fazemos, falamos, por exemplo. Mas podemos ir mais a fundo, nos auto-observando, ou seja, percebendo o que pensamos e também o que sentimos.
Mas o que é AUTO-OBSERVAÇÃO? Sua importância? Para que serve? O que dizer dela?
Seguem esses pontos:
1. Não podemos eliminar o que não conhecemos, senão vamos dar tiros no escuro.
2. É por onde tudo começa, é o ponto de apoio para qualquer mudança.
3. É um sentido que está atrofiado, o desenvolvemos com seu uso.
4. O Observador atualmente é o ego e nós o Observado. Temos que inverter isso.
5. Auto-observar nossos pensamentos, sentimentos.
6. Com isso colher o Material Didático para o nosso trabalho psicológico.

Passos importantes no autoconhecimento…

Você já deve ter lido centenas de vezes que o melhor caminho para a felicidade é o autoconhecimento. Buscar se conhecer é uma das mais poderosas ferramentas terapêuticas que uma pessoa pode utilizar. Entretanto, para quem nada conhece sobre o autoconhecer-se, fica difícil iniciar nesse caminho de investigação interna.

Pensando nisso, decidi escrever esse texto, que dará a você 3 passos iniciais para começar a prática do autoconhecimento. Apesar de muitas pessoas conhecerem a palavra autoconhecimento, poucas sabem o verdadeiro significado de conhecer a si mesmo.

Conhecer a si mesmo não tem a ver com conhecer quem realmente se é, como muitos dizem. Mas compreender o que o motiva realmente. É como observar as raízes da árvore para saber porque os frutos são sadios ou não. É compreender a verdadeira origem de nossos comportamentos, e verificar quais das ações que temos são adequadas e quais são negativas para nós.

Possuímos diversos comportamentos automatizados que não nos damos conta. São estratégias que desenvolvemos em diversas situações e que nos atrapalham em outras. Um exemplo clássico é a procrastinação. Adiar uma situação que deixa você ansioso é uma estratégia para baixar sua ansiedade, porém nem sempre é positiva.

Conhecer essas estratégias e modificá-las é essencial para iniciar esse processo. Mas como identificar esses comportamentos?

Vamos aos passos para iniciar nesse maravilhoso processo de descoberta de si:

1º passo: Nomeie suas emoções – Saber descrever suas emoções denota conhecimento emocional. É muito melhor você saber quando está com raiva, do que apenas sentir que tem algo incomodando. Quando sentir a emoção fluindo por você, pergunte a si mesmo que emoção é essa que está surgindo e porque você está sentindo isso. 

Essa ação tende a trazer mais lucidez a suas emoções, e produzir mais consciência sobre elas. A pessoa que não tem consciência do que sente acaba sendo lavada por suas próprias emoções. Conscientize-se sobre o que você sente e compreenda a origem disso. 

2º Passo: Assuma a responsabilidade – Muitas pessoas preferem culpar a tudo e a todos pelas situações em sua vida. Parece que a responsabilidade sobre as coisas que acontecem com ela sempre é do outro e não de si mesma. É óbvio que vivemos em um ambiente impermanente e extremamente mutável, mas achar que tudo é responsabilidade do outro nos tira a possibilidade de ser feliz com nossos próprios esforços.

Assumir a responsabilidade é tomar de volta um poder que terceirizamos: o de mudar a própria vida. Não culpe as pessoas pelo que acontece em sua vida. Mais sábio é verificar quais os comportamentos que precisam mudar para ter resultados diferentes. 

Pegue um problema em sua vida e escreva em um papel dez soluções. Vá colocando as maneiras diferentes que pode lidar com ele. Isso faz você ver outras formas de agir e criar diferentes estratégias.

3º Passo: Aceite que você tem defeitos – Todas as pessoas são imperfeitas e possuem suas peculiaridades. A não aceitação do lado imperfeito faz surgir o sofrimento e a negação de si mesmo. Aceite que você tem defeitos, pois assim se dá a chance de mudá-los. Como curar uma gripe se você não sabe que a possui? Como resolver um problema se você nega a existência dele? É impossível melhorar as imperfeições se não as aceitamos. Fonte

Esses são os primeiros passos para você iniciar no autoconhecimento.

 

Schopenhauer & Metafísica da “Iminência Cósmica”…

“O homem vive em um mundo de sonhos, antes que de fatos… e um mundo de sonhos, organizado em torno de desejos… — cujo sucesso ou frustração, constitui sua própria essência” (J. Dewey…’Reconstruction in Philosophy’)

Abordaremos neste artigo certos aspectos do pensamento de Schopenhauer referentes ao conceito de ‘Vontade‘…Para tanto apresentamos a crítica de Schopenhauer aos filósofos do ‘idealismo’… – com base na impossibilidade da razão alcançar a essência da realidade. Será mediante o ‘corpo‘, que Schopenhauer estabelecerá a metafísica em novos moldes; uma ‘metafísica imanente‘… que permita, não pela razão – MAS sim, pela intuição, alcançar a “Vontade…como o próprio “em-si do mundo“.

http://www.rtp.pt/cinemax/?t=Roteiro-dos-lugares-de-Oliveira.rtp&article=73&visual=2&layout=8&tm=54

Schopenhauer concluiu seu livro ‘O mundo como Vontade e Representação’  —  aos 30 anos de idade… Toda produção intelectual posterior… apenas retoma – e, desenvolve temas desta sua obra… publicada em 1818.  Nela…Schopenhauer se afasta da tradição, ao atribuir o predomínio do ‘querer’ — em relação ao intelecto… Para ele a’razão’ não  é o “princípio” do mundo… ao contrário, o “princípio último” da realidade é bastante “irracional“… – alheio a toda e qualquer racionalidade que tente captar seu íntimo.

A multiplicidade dos fenômenos empíricos não passa de uma manifestação da vontade no espaço, no tempo, e na causalidade. Entretanto, esse distanciamento da tradição, dado no conceito de Vontade pelo querer cego e inconsciente (do ‘em-si do mundo’) é resultado da opção crítica, frente não só a Kant, mas também ao idealismo da ‘filosofia transcendental’.

A postura crítica empreendida pelo filósofo busca fazê-lo distanciar-se…tanto do antigo dogmatismo – que percorre caminhos para além dos sentidos – quanto do dogmatismo moderno, identificado nos filósofos do idealismo…Fichte, Schelling e Hegel…“Para eles   não importa em nada o fato de Kant ter provado… com o emprego da maior acuidade       e penetração… que a razão teórica não pode jamais alcançar objetos que estejam fora   da possibilidade de toda experiência…esses senhores nem ligam para isso” … dizia ele.

Schopenhauer pensa que uma das mais fundamentais diferenças entre o seu pensamento, e o dos filósofos do idealismo, é justamente o fato de não fundamentar a dedução do não-eu, a partir do eu, mediante o princípio da razão…‘O mundo é minha representação‘. Esta frase de abertura de sua “obra principal” apresenta… – para o filósofo, uma verdade válida a todo ser – embora apenas no homem atinja a … ‘consciência refletida e abstrata’.

Schopenhauer afirma que nenhuma Verdade é tão certa, tão independente, e menos necessitada de provas do que esta, pois ‘tudo o que existe para o conhecimento é tão-somente intuição de quem intui – um objeto de representação em relação ao sujeito’.

“O sujeito é mais universal que a própria universalidade…ele pode ser parte minúscula da realidade…mas é, simultaneamente, tanto o ponto de vista singular que a abrange, quanto algo que surge no horizonte.”

paulo-freire

SUJEITO & OBJETO”   “O mundo só existe como vontade e representação”   

Com efeito…essa afirmação, capital de sua obra pode ser compreendida … a partir de duas considerações…

1ª) o mundo como ‘representação’ é composto de 2 metades, necessárias e inseparáveis…  sujeito e objeto…O sujeito – de acordo com o filósofo… – é o “sustentáculo do mundo”, aquele que tudo conhece – enquanto que, por sua vez, todo objeto existe para um sujeito.

Esse objeto, por seu lado, configura-se a partir das formas do espaço, tempo, e da causalidade. Sujeito e objeto coexistem como 2 metades essenciais e inseparáveis,           que formam a ‘representação‘ – de modo que, cada uma delas possui existência e significação, exclusivamente – com…e, para a outra… – desaparecendo sem ela.

2ª) tal como o sujeito e o objeto — o “princípio da razão“… constituído por tempo, espaço e causalidade, também é uma forma de representação. Tal princípio marca           o limite imediato entre sujeito e objeto; pois tempo, espaço e causalidade constituem        formas essenciais/universais do objeto, encontradas, a priori, na consciência pessoal.

No par “sujeito/objeto“… (forma mais geral da representação) – o objeto pressupõe o sujeito, mas este permanece fora da jurisdição do “princípio de razão“… – posterior a ele. Contudo, sujeito e objeto são termos correlatos…2 metades essenciais e inseparáveis, que constituem a forma da representação. – Por isso, Schopenhauer critica como dogmáticas as filosofias que partem do sujeito…ou do objeto, estabelecendo um como causa do outro.

No dogmatismo moderno da filosofia…que parte do sujeito para fundamentar o objeto; do eu para fundamentar o não-eu; Schopenhauer afirma que o caso exemplar é o da “filosofia de Fichte. Segundo ele, este teria interpretado, equivocadamente, a ‘Crítica da Razão Pura’ de Kant, ao partir do sujeito…“apenas com o propósito de mostrar como falso, o até então ‘partir do objeto’…que então, se tornara a coisa-em-si”. Assim, segundo o autor, o espírito capital da doutrina de Kant é que o “princípio da razão” – em oposto às afirmações dafilosofia escolástica… – nunca foi, nem será uma “veritas aeterna“…pois tal princípio possui validade – restrita…e condicionada aos fenômenos, sendo a ele vedado o acesso à ‘coisa-em-si’… – a ‘essência íntima do mundo’.

Também é objeto de crítica, por parte do “filósofo da Vontade“…a filosofia da identidade entre ‘sujeito e objeto’, que embora não cometa o engano de partir de nenhuma das duas metades essenciais e inseparáveis da representação, comete o erro de partir do Absoluto. Schopenhauer afirma que essa identidade é impossível de ser atingida… pois, para tanto, seria necessário que a razão fosse intuitiva… ‘algo deveras absurdo’.

metafisica

A METAFÍSICA DE KANT

Schopenhauer acompanhou o debate sobre a realidade do ‘mundo exterior’ empreendido por…Fichte e Schelling, e os critica duramente… — por terem  ‘corrompido‘ a filosofia kantiana, ao tentarem captar o absoluto, por meio de uma ‘intuição intelectual’… – para além daquela sua intuição do mundo.

O retorno a Kant, e à leitura crítica de sua obra — por Schopenhauer — seria uma saída para os impasses da filosofia de seu tempo… objetivando inscrever sua própria filosofia dentro de um projeto crítico. Assim, mesmo que atribuindo colorido particular ao “transcendental kantiano”…nele, o ‘princípio da razão’ é concebido, inadvertidamente, de forma cognitiva (a priori) no sujeito. O que Schopenhauer contesta:

“A essência íntima do mundo, a ‘coisa-em-si‘, jamais pode ser encontrada pelo fio condutor do ‘princípio de razão’; pois, este sempre conduz ao que é dependente e relativo – sendo apenas ‘fenômeno’… e, nunca coisa-em-si”.

A proibição de estender a aplicação de tal princípio à ‘coisa-em-si’… restringindo seu uso às formas de conhecer relativas ao ‘mundo fenomenológico acaba por não oferecer outra alternativa para ultrapassar os fenômenos. Mantendo assim como único ponto de vista o da razão – tanto no domínio teórico, quanto prático… Kant não pode chegar…àquilo que para Schopenhauer, seria a consequência lógica de suas ideias…o ‘em-si’ como ‘Vontade’.

Em face deste negativismo crítico inicial, Schopenhauer busca… rastreando os erros e defeitos de Kant, reconstruir a metafísica em novos moldes – de tal forma que…possa demonstrar um ‘princípio último do mundo‘…sem no entanto, cair no ‘dogmatismo idealista‘ (que tenta captar o ‘Absoluto’ pela intuição intelectual); no ‘dogmatismo realista‘ – que deduz o sujeito… do objeto; ou no ‘dogmatismo escolástico‘ – das provas absolutas da existência de Deus…todos desmontados pela ‘crítica kantiana‘.

Embora Kant – com méritos, tenha estabelecido os ‘limites da razão‘…refutando assim os preconceitos dogmáticos, ele teria, afinal, abandonado a tarefa – que, para Schopenhauer é própria do filósofo, qual seja… ‘a decifração do enigma do mundo através da metafísica’.  Kant é assim censurado, por ter se equivocado na definição de ‘metafísica‘. Sua definição teria adotado o ponto de vista dogmático de seus predecessores da filosofia clássica, pois, em conformidade com eles, partiu dos seguintes pressupostos:

a) Metafísica é ciência daquilo que está para além da possibilidade de toda experiência; 

b) Uma tal coisa jamais pode ser encontrada segundo “princípios fundamentais” – eles mesmos, antes hauridos da experiência…Apenas aquilo que sabemos com antecedência, ‘independente’ de toda experiência, pode ultrapassar a experiência (Prolegômenos, § 1);  

c) Em nossa razão podem ser encontrados…com efeito, alguns princípios fundamentais desse tipo, concebidos sob o nome de ‘conhecimento’, a partir da ‘razão pura’ (intuitiva).

DECIFRANDO ENIGMAS DO MUNDO….

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De certa forma Kant está em conformidade com seus predecessores escolásticos – pois, enquanto estes asseguram seus ‘princípios’, como “expressão da possibilidade absoluta das coisas” – ‘aeterna veritas‘ – Kant as considera meras ‘estruturas‘ do intelecto, aplicáveis somente ao “domínio empírico”, não extensíveis…para além da experiência. Assim, a metafísica cede lugar à crítica da razão pura… Porém, Schopenhauer pensa ser possível…uma ‘metafísica‘… – mesmo que, para isso, seja preciso utilizar alguns elementos dogmáticos da arte do filosofar.

Na verdade… – o ‘grande erro de Kant‘… teria sido a descaracterização da experiência como fonte metafísica.

Schopenhauer assim, refuta a afirmação inicial de Kant dos ‘Prolegômenos’…de que:  “a fonte da metafísica não pode jamais ser empírica… – seus princípios e conceitos fundamentais nunca podem ser obtidos da experiência; nem interna, nem externa”.

Para Kant – o mundo, e nossa própria existência, apresentar-se-iam como enigma, e sua solução não poderia provir de sua compreensão profunda – mas sim, de algo totalmente diferente – “para além da possibilidade de toda experiência” – e… que daquela solução, teria de ser excluído tudo aquilo que pudéssemos conhecer… – de “MODO IMEDIATO”. Todavia, Schopenheuer afirma que para isso, seria necessário demonstrar que a matéria para a solução do ‘enigma do mundo‘ não pode estar nele mesmo…mas em algo de fora, somente alcançável pelas formas puras – “a priori“… – como ele próprio assim explica:

“Porém, enquanto isto não é provado, não temos razão alguma para estancar… a nós mesmos, a mais rica de todas fontes de conhecimento…a experiência…Assim, digo que       a solução do ‘enigma do mundo’ tem de provir de sua própria compreensão. Portanto,  não cabe à metafísica sobrevoar a experiência – na qual o mundo existe…mas, tentar entendê-la, a partir de seu fundamento, na medida da experiência externa e interna”.

Consequentemente, a solução do ‘enigma do mundo‘ só é possível através da conexão adequada, executada na medida certa, entre experiência externa e interna – 2 fontes tão heterogêneas de conhecimento… Fiel a esta opção crítica de retorno a Kant, e à releitura     de sua obra; e, contrapondo-se à filosofia de seu tempo – o idealismo – Schopenhauer inicia a decifração deste enigma…com uma metafísica inspirada em novos moldes… que escapam – a seu ver – dos elementos dogmáticos oriundos do pré-kantismo, bem como, do ‘espectro de desespero‘ da crítica kantiana.

Tais análises mostram que, se houve infidelidade na leitura da filosofia crítica — ela não significa uma retomada ao ‘dogmatismo pré-crítico’…mas uma verdadeira ruptura, que abriu novo campo de investigação sobre a questão de Kant da finitude do saber humano.

A METAFÍSICA IMANENTE (do ‘sentimento’)…

“Se a Metafísica é possível, isto se deve a uma ‘visão’, e não à dialética…Esta, apenas nos conduz a filosofias opostas. Apenas uma ‘intuição transcendente’, isto é…uma percepção da realidade metafísica admitiria sua ‘síntese constitutiva’. Fundando-se na inversão do percurso natural do pensamento…o ‘método intuitivo’ – indo da realidade aos conceitos, se coloca – imediatamente – na coisa em si.” (H. Bergson – ‘O Pensamento e o Movente’)

Como é possível – a partir dos dados imediatos da experiência, alcançar a compreensão do ‘em-si do mundo’… sendo este — mera representação?…  De acordo com o pensamento de Schopenhauer, considerar o mundo somente como representação… embora seja um ponto de vista correto, é unilateral – resultado de uma abstração arbitrária. E, o que traz ‘a lume’esta ‘unilateralidade’…é uma resistência interior em aceitar a redução de tudo o que existe, apenas a uma mera representação. Somente pela experiência externa…caracterizada pelas figuras singulares do ‘princípio da razão’, seria impossível sair do campo representacional; o que representaria a negação do indivíduo em ultrapassar os limites formais do intelecto.

O ponto de partida do conhecimento metafísico se encontra numa “encruzilhada”…entre experiências…externa e interna. – Segundo Schopenhauer…tal “encruzilhada”…representa o próprio “corpo“.

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Ao encontrar no corpo o lugar propício para a elaboração de um conhecimento metafísico… — Schopenhauer introduz modulações, até então impensáveis no pós-kantismo…  —  mediante um forte ‘acento fisiológico’ de seu pensamento.  Embora ao buscar o sentido último da representação…se mantenha numa mesma linha de pensamento idealista, esse “acento fisiológico” acaba por lhe remeter, através do corpo, a algo cujo domínio não é o saber… (o saber se define como representação de algo mais fundamental; se refere às ‘representações abstratas’ – quer dizer… aos conceitos produzidos pela razão.)

No entanto, toda e qualquer representação abstrata tem que ter um ponto de apoio que não pode ser ela mesma. – Em outros termos, os conceitos podem se ligar mutuamente, um tendo o outro como ‘fundamento’…contudo, no fim da cadeia deverá existir… – não mais uma “representação abstrata”…mas sim, uma ‘representação intuitiva‘. E esta, impreterivelmente, passa pelo corpo. – Não é o saber, portanto, que vai proporcionar o sentido último da representação – pois, os conceitos precisam de uma ‘fundamentação última’ que não seja abstrata – mas sim…”empírica – “reflexão não passa de uma aparência refletida em algo mais originário…ou seja, é um conhecimento intuitivo“.

Todo conhecimento – inclusive as ciências regidas pela ‘consciência empírica’, refere-se apenas à ‘representação’. Como prova disto, Schopenhauer apresenta a morfologia, e a etiologia – 2 ramos básicos das ciências naturais. A morfologia trata da descrição das formas e estruturas dos organismos vivos, se dividindo sobretudo em botânica e zoologia. A etiologia, por sua vez, trata da origem e causa das transformações materiais, segundo “leis de transição“… – com exemplos na mecânica… física… química… fisiologia… etc.

Outro ramo das ciências que Schopenhauer apresenta para atestar como o saber não atinge o sentido último da representação é a matemática…que ao nos fornecer medições precisas; limita-se ao campo das representações.

Assim, de acordo com o filósofo, as ciências, embora importantes, não podem alcançar o sentido último da realidade… elas carregam consigo um limite — impossível de transpor. Este limite é o próprio conhecimento…de onde o ‘princípio da razão restringe esta ciência ao ‘campo das representações‘… O filósofo sabe, contudo, que para buscar o sentido último da realidade – ele precisará optar por outro caminho…que não o da mera representação. – É aí, portanto… que Schopenhauer discursa sobre a “intuição filosófica” de um ‘em-si do mundo‘…indo encontrar no ‘sentimento‘…o lado oposto do saber…  “designando algo na consciência que não é conceito ou conhecimento abstrato da razão”.

O “sentimento” possui uma característica negativa essencial em relação ao saber… – não ser um ‘conhecimento abstrato’.

CORPO, VONTADE & REPRESENTAÇÃO…

“Antes, a palavra do enigma é dada ao sujeito do conhecimento – como indivíduo. Tal palavra se chama VONTADE… Esta, e tão-somente esta, fornece-lhe a chave para seu próprio fenômeno – manifesta-lhe a significação – mostra-lhe a engrenagem interior     de seu ser… de seu agir… de seus movimentos”.

Na tentativa de evitar a transcendência é realçado o papel do corpocomo manifestação  direta e imediata do ‘em-si‘ – deixando assim…de ser considerado… meramente… sob o ponto de vista da ‘representação’. Esta nova ótica…revela o corpo como um todo, em um amplo espectro de atos volitivos e sentimentos…que não são representações…nem saber. Desse modo, aquilo que, em relação ao conceito era negativo, ganha positividade, ao ser enfocado pelo sentimento mais interior do corpo…que para o “sujeito do conhecimento”, é… uma ‘representação entre representações’ – ‘objeto entre objetos’.

Entretanto, se o corpo se limita a ser, para o ‘sujeito do saber’, apenas mera representação, submetida ao ‘princípio da razão’… – todas as ações, e movimentos deste corpo seriam tão estranhas e incompreensíveis quanto as dos demais objetos intuitivos… Isto é, todas ações e movimentos do corpo estariam – conforme a uma lei natural…tal qual os demais objetos, sem obter nenhuma intelecção mais profunda a respeito. Schopenhauer define então, que o corpo é conhecido pelo sujeito do conhecimento de duas maneiras, totalmente distintas: uma, na “intuição do entendimento”…na qual ele é apenas ‘representação‘ – e outra, na qual é conhecido de imediato, independente do princípio da razão, isto é, como ‘vontade‘.

 “A vontade é o conhecimento a priori do corpo, e o corpo é o conhecimento a posteriori da vontade” (Schopenhauer)

Esta afirmação vai tão longe, que diferentemente da denominação de ‘objeto imediato‘ dada ao corpo em sua obra “O mundo como vontade e representação” agora, sob esta nova perspectiva, este é denominado (em seu 2º volume) … ‘objetividade da vontade‘.

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Todo ato da vontade… e, toda ação do corpo, não são estados distintos apreendidos pela causalidade – ao contrário – ambos são uma única, e mesma coisa…mas sob 2 formas distintas: uma imediata – e outra, dada na intuição do entendimento.

O  corpo – portanto – é vontade objetivada  –  que se tornou uma representação; ou melhor…uma “ação concreta da vontade.

Esta identidade da vontade com o corpo, por se tratar de um conhecimento imediato que escapa ao âmbito do saber – da razão… só pode ser evidenciada, não demonstrada. – Em outros termosagora a verdade não é mais referência de uma representação abstrata relativa a outra… ou, uma forma necessária do representar intuitivo e abstrato — mas,   a referência de um juízo…à relação que uma representação intuitiva (o corpo) possui…com algo que não é representação…mas… – totalmente diferente dela… – a vontade“.

É exatamente…a referência a este conhecimento duplo do próprio corpo, que possibilitará a Schopenhauer conhecer – a partir da subjetividade, o núcleo volitivo dos demais corpos. Assim, esta ‘dupla referência’ será a chave, que permitirá o conhecimento da essência de todo fenômeno na natureza – pois assim…todos objetos que não são nosso corpo — não são dados duplamente… – sendo apenas como representações na consciência… e, assim serão julgados – em analogia com aquele corpo”.

Este modo de filosofar — que torna o sujeito que conhece…’indivíduo’, possibilitando o conhecimento da essência de todos os demais corpos, objetos, representações – que não o próprio corpo…pode ser descrito     como uma ‘conclusão analógica‘ … — por meio de 2 fundamentos.

Inicialmente, devemos ter claro que o corpo – enquanto representação…portanto, como algo dado ao saber…’não-sentimento’…não escapa da ‘lei da causalidade do princípio da razão’. A causalidade mesma é igual para todo objeto, incluindo o corpo humano. O que diferencia a causalidade no homem…é que nele – há atuação do conhecimento…ou seja, no homem “o conhecimento determina, como motivação, os seus próprios movimentos”.Este intermediar do conhecimento é o que Schopenhauer chama… “lei da motivação“; onde, cada motivo exigido pela ação é também ‘causalidade‘ – o que… a princípio, faz a razão humana mais sensata; pois, nesse caso, todo objeto dado pelo ‘princípio da razão’fatalmente está submetido à ‘lei da causalidade‘.

A seguir, Schopenhauer inclui uma ‘2ª identidade‘…Se os demais objetos são, por outro lado… tal como o sujeito que conhece – mera representação – resta-nos identificar sua essência mais pura, a que chamamos ‘vontade‘. Pois…“Que outro tipo de realidade, ou existência, deveríamos atribuir ao mundo dos corpos? Donde retirar os elementos para compô-los?…” pergunta o filósofo – para em seguida reafirmar que…“além da vontade       e da representação, absolutamente nada pode ser conhecido… – ou mesmo pensável”.

TEMPO e ESPAÇO como “Intuições Causais”….

schopenhauer

Schopenhauer sempre deixou claro, que sua teoria muito se inspirou na teoria kantiana… da… “Crítica da Razão Pura”.  Contudo…cabe salientar que, a despeito disso… ele produz significativa ‘mudança‘ … ao absorver tais ideias…quando elaborava sua própria teoria.

Tal fato se deve à definição de ‘tempo e espaço‘ como intuições… – isto é…formas puras, a priori – da sensibilidade (de acordo com a filosofia kantiana) … e deslocadas, segundo Schopenhauer, para o entendimento… Em Schopenhauer a ‘intuição‘ não é somente sensual… mas também intelectual…pois o saber é extraído da causa, a partir        do efeito – o que exige uma ‘lei de causalidade‘ dependente do espaço e do tempo.

O ‘entendimento‘, que na obra de Kant, possui 12 categorias, para Schopenhauer se reduz a uma única – ‘causalidade‘…Desta forma, sensibilidade e entendimento, que         na ‘Crítica’ são 2 faculdades separadas…mesmo funcionando juntas na construção do conhecimento… – em Schopenhauer estão unificas… – sob o “princípio da razão“.

Estes novos moldes da metafísica, empreendida por Schopenhauer, buscam solucionar o ‘enigma do mundo’, isto é, a essência em si de toda a realidade; algo que as mais diversas ciências – sejam as que fazem parte da morfologia, ou da etiologia, não foram capazes de descobrir…por estarem — segundo o autor — comprometidas com o “principio da razão”.

Assim, mediante o conceito de “objetividade da vontade” Schopenhauer nos leva à compreensão do ‘em-si do mundo’…isto é… – ao mistério de toda a realidade. Em função do corpo humano; ele nos conduz – em analogia com este microcosmos – à compreensão do macrocosmos… ou, ‘macroantropos’.

Contudo, Schopenhauer observa que objetos não são, apenas, uma mera representação. Pois, se todos objetos fossem apenas aquilo que surge nas formas do princípio da razão, eles não passariam de ‘fantasmas vazios’ … não teriam significado algum, além daquele  que as formas do referido princípio lhes confere… As ciências… para o autor, buscaram uma significação para os objetos – todavia, o próprio escopo científico os inscreve num terreno que torna impossível encontrar tal significação. – Justamente por isso, se fosse possível reduzir ‘o que aparece’, ao ‘como aparece’…então não se perguntaria mais pela “coisa-em-si”, e seríamos obrigados a render tributo a Fichte e seus “argumentos ocos”, pois o mundo inteiro seria totalmente dedutível do sujeito.

Mas, a filosofia de Schopenhauer não busca o ‘conhecimento relativo’ – e sim…o ‘conhecimento incondicionado’ da essência do mundo…Por sua filosofia ser uma ‘metafísica imanente‘, cuja referência é sempre a realidade – o corpo (único objeto do qual se conhece os 2 lados…a ‘representação’ e a ‘vontade’)…é a ‘chave’ para a decifração do ‘enigma do mundo’…que, a princípio… possibilita pensar os objetos…não meras representações, mas possuidores de uma ‘realidade em-si‘.

árvore

Através de seu princípio analógico, Schopenhauer concluirá que, todas as forças vindas da própria subjetividade (que – ao acaso – se exteriorizam na multiplicidade individual da natureza)  são semelhantes — ao que chamamos  ‘Vontade‘…(O corpo seria a “chave” para conhecer a essência da natureza).

Vontade não seria apenas um nome entre outros possíveis para nomear a coisa-em-si… Ao contrário, o próprio termo“Vontade”, se origina de algo conhecido por inteiro… e de maneira imediata… – Não resultado daqueles fenômenos representativos…mas, de uma — “consciência imediata“… creditada ao próprio indivíduo…que percebe…que — aquele que conhece, coincide, inversamente, com aquele mesmo sujeito… — que é conhecido.

UM ABISMO SEM FIM (DE VOLTA A PLATÃO)…

À Vontade não lhe cabe nenhuma causa, ou razão. Desprovida assim, de qualquer fundamento… ela é… assim como… um “abismo sem fim”. 

Vontade… – como aquilo que Kant denominou “coisa-em-si“… é completamente independente de seus fenômenos — livre das formas da representação… Estas formas, nada são…além de sua “objetividade”…ou seja, ‘fenômenos da coisa-em-si‘. Sobre isso, Schopenhauer afirma que não cabe à Vontade… — o ‘tempo e o espaço’ — únicos meios pelos quais o que é uno aparece múltiplo. — Caracterizando-os por ‘principium individuationis’, tempo e espaço são formas incapazes de captar a “coisa-em-si“… e,     por isso…a ‘Vontade’ se encontra fora do domínio de tal princípio, sendo assim…sem fundamento.

Toda pluralidade, mudança e duração não compete ao que entra na representação…mas, apenas à forma enquanto tal… Isto é… tudo que não sofre nenhum condicionamento por tais formas do ‘princípio da razão’, não podendo portanto ser resgatável nem explanável por ele… é a Vontade… – que é una…atemporal e livre – núcleo mais íntimo de tudo que existe…Do particular ao todo, toda e qualquer diferença se deve, apenas, aos fenômenos     da Vontade – e não a ela…como essência deles…Ao dizer que toda diferença fenomênica não compete à Vontade, já que esta não pode ser dividida e espalhada no espaço infinito,  pois tal extensão convém apenas ao ‘fenômeno’ – Schopenhauer então, afirma que…tais diferenças ocorrem em função de… ‘graus de objetivação‘.

“Os fenômenos – enquanto visibilidade da Vontade, ao se fragmentarem   no mundo como representação, o fazem mediante graus de objetivação”.

Frente a esta característica da Vontade…e toda a miríade de fenômenos engendrados por ela, Schopenhauer explica que… “O aparecimento da Vontade (sua objetivação) … possui tantas infinitas gradações, como a existente entre a mais débil luz crepuscular,     e a mais brilhante claridade solar; entre o tom mais elevado, e o mais baixo eco…Bem como existe um grau consciente maior na planta que na pedra … e, um grau maior no animal que na planta… Mas não há uma parte pequena de vontade na pedra, e maior   no homem…pois a relação entre parte e todo pertence – exclusivamente, ao espaço…e perde todo seu sentido…quando nos despimos dessa forma de intuição. Mais e menos, concernem tão-somente ao fenômeno – ou seja… à sua visibilidade e objetivação”.

plato-e-a-teoria-das-ideias.jpgSe Schopenhauer…em sua obra… — “O mundo como vontade e representação” já havia se inspirado em Kant…quando da caracterização de seus 2 operadores fundamentais… – o ‘fenômeno‘… e, a ‘coisa-em-si‘… – agora…é ao ‘divino Platão‘… que nosso autor se mostrará ‘tributário‘… – ao utilizar seu conceito “objetivo… imutável… e eterno“… – de “Ideia“.

Após estabelecer o conceito de uma ‘essência do mundo’, caracterizada como Vontade una e indivisa… – manifesta em toda ‘realidade fenomenal’ (sem, contudo, ter um fundamento próprio para ela), Schopenhauer investiga tal atividade…antes dela atingir sua forma mais complexa de manifestação… “o homem e sua consciência“… – Aí então, procurando a fundamentação necessária deste…”processo de objetivação“…expresso nos indivíduos, ele encontra ‘protótipos inalcançáveis’, como formas eternas das coisas que nunca surgem em seu tempo e espaço, mas existem, não submetidas à mudança alguma. Pela concepção do filósofoestes são os… “diferentes graus de objetivação da vontade” … inseridos nas Ideias de Platão“.

Schopenhauer compara a existência às Ideias eternas‘… em tudo o que, em diversos graus…a partir da objetivação da Vontade…ela comporta – de tal modo que – cada grau corresponderia a determinada “espécie natural”.

Nesta passagem da unidade da ‘coisa-em-si’ à ‘pluralidade fenomênica’, o autor divisa as Ideias de tal forma, que a coisa-em-si, antes de se multiplicar nos incontáveis indivíduos da representação mediante o ‘princípio da razão…irá inicialmente, se objetivar por meio das Ideias que se reportam a um ‘universo atemporal‘…no qual tais Ideias não são efeito da Vontade… pois Esta – una e indivisa… torna-se ‘imagem arquetípica’…se objetivando naquelas, fora do espaço e tempo… – “As Ideias por sua vez, sendo ‘graus de objetivação’ do em-si, pluralizam-se nos mais variados fenômenos”. 

Schopenhauer aqui, estabelece uma hierarquia… — ‘forças da natureza’ seriam graus inferiores da objetivação, enquanto o ser humano, o grau superior. Esta diferença se refletiria … no fato do “ser humano” possuir como fruto de grau de objetivação…consciência, entendimento e razão.

O MUNDO COMO VONTADE

“A consciência imediata de nossa própria essência, deve ser a chave para a compreensão da essência de todas as coisas”.

Ora, como a Vontade é o em-si do mundo, ela atua em tudo o que existe, pois… como diz o filósofo…“além de representação e Vontade, nada existe”… Assim portanto, o recurso à ‘conclusão analógica‘ deve, necessariamente, ser usado em todos os fenômenos. – Os graus mais baixos de objetivação da Vontade…são as forças mais universais da natureza, que, normalmente, aparecem em toda matéria…gravidade…eletricidade…magnetismo…rigidez…fluidez…polaridade…propriedades químicas, etc. 

Nesse contexto, Schopenhauer nos apresenta uma gama variada de exemplos: a poderosa força com que a massa de água se precipita nas profundidades…o imã que sempre aponta para o ‘pólo norte‘…a constante ‘atração ferromagnética’…a regularidade de configuração que se manifesta no cristal, etc. Sem embargo… não só de casos exteriores ao homem que   o autor se reporta. Por exemplo…ele diz que essa Vontade também atua – cegamente, em todos processos vitais e vegetativos do ‘corpo humano’…tais como…circulação sanguínea, digestão, secreção, crescimento, reprodução, etc.

“Precisamente, aquela essência, que em nós… à luz do conhecimento,      segue seus fins; aqui, nos mais tênues de seus fenômenos, esforça-se de maneira cega… silenciosa… misteriosa… unilateral…e invariável”.

ninho

Por essa gradação ideacional – o filósofo nos conduz aos instintos e impulsos industriosos dos animais, mostrando que mesmo na ação destes – não levadas por motivos, a Vontade é ativa…

“O pássaro de 1 ano não tem representação alguma dos ovos… para o qual constrói seu  ninho – nem a jovem aranha tem da presa, para a qual tece sua teia”.

O não reconhecimento da Vontade, nestes casos menos evidentes, pode ser creditado ao fato de que no ser humano – a ação é conduzida pelos motivos e pelo caráter…o que não ocorre nos casos acima citados… – Contudo…diz Schopenhauer… – que se obtivermos a compreensão de que a representação – enquanto motivo… não é condição fundamental, nem necessária à atuação da Vontade – veremos que sua atividade ocorre em qualquer fenômeno, até mesmo naqueles menos evidentes. – Para obter a intelecção da ‘essência em-si das coisas’, basta a compreensão da nossa própria essência.

Neste sentido, em cada coisa na natureza há algo que jamais pode ser atribuído um fundamento – para o qual…nenhuma explanação é possível – nem causa posterior,      pode ser investigada. Nesses casos o que ocorre é emanação da Vontade. Todavia,          ela própria não emana de coisa alguma…em-si do mundo que é. – Existe, sim, uma      ordem de aparecimento destes fenômenos, nas formas da ‘multiplicidade’ – ordem      esta…determinada pela “lei de causalidade“.

Percebe-se que nessa hierarquia natural da objetivação da Vontade – desde as forças naturais até o homem (como ápice da objetividade) nada ocorre pacificamente, pois,           a manifestação das Ideias nos fenômenos ocorre…mediante luta perene pela matéria.  Sendo a matéria finita, a luta por sua posse é infindável. Assim, ora esta… ora aquela    Ideia adquire o direito sobre ela, manifestando sua essência. – A determinação deste direito…entretanto, é dada pela causalidade.

Uma objetividade superior, por exemplo, só se manifesta no ‘mundo dos fenômenos‘ depois de tomar posse de outras ‘Ideias inferiores‘… que também lutavam por tornar-se representação, num processo denominado “assimilação por dominação” . Por isso Schopenhauer diz que…a ideia resultante dessa vitória sobre ‘objetivações inferiores’ da vontade…ganha um caráter totalmente novo…precisamente pelo fato de absorver em si,    de cada uma das que foram dominadas… — um análogo mais elevadamente potenciado.

VONTADE & AUTODISCÓRDIA 

‘Todo organismo é… – ao mesmo tempo, também inorgânico; ao guardar em si, ideias inferiores, dominadas e assimiladas’.

A ‘Vontade Una’ que se manifesta em Ideias, busca sempre o mais alto grau de objetivação – renunciando aos mais baixos…para, enfim manifestar-se num grau mais poderoso…Mas, a vitória de um grau mais alto – frente ao mais baixo…não se conserva para sempre – pois, embora submetido à degradação na perda da luta pela matéria, o esforço da exteriorização e autodeterminação faz parte da essência de toda espécie.

'Universo Primordial'. Esta simulação computacional mostra o universo como ele deve ter sido quando tinha uma fração de sua idade atual. As manchas brilhantes e as fibras correspondem às galáxias e aos filamentos.

Aqui, vale aquela sentença latina citada por Schopenhauer…  —  ‘serpens… nisi serpentem comederit, non fit draco’ — isto é…“uma serpente precisa devorar outra serpente, para se sentir dragão“.

Tais ‘Ideias dominadas’ porém, lutam por independência e exteriorização … — até o conseguirem… Por isso…todo organismo, impreterivelmente, trava uma luta contra o “inorgânico”…

Não havendo ‘vitória sem luta… diante dessa “luta eterna” por matéria — toda existência é permeada por conflito, que leva à “discórdia“…da Vontade consigo própria… – afinal, cada Ideia – enquanto grau de objetivação da Vontade…se insere numa luta eterna em busca de matéria, espaço e tempo… – Para Schopenhauer…não há maneira mais nítida de perceber essa discórdia essencial da Vontade consigo mesma… – do que no mundo animal; onde Thomas Hobbes se inspirou para dizer que…”O HOMEM É O LOBO DO HOMEM”…

“A Vontade de vida… crava – continuamente… seus dentes na própria carne…e em diferentes formas, é seu próprio alimento; até que, enfim, o gênero humano, por dominar todas demais espécies…vê a natureza   como seu instrumento de uso”.

Com efeito, a discórdia essencial da Vontade (consigo mesma)… se estabelece em todos os âmbitos da ‘existência fenomenológica’ – já que esta é espelho da Vontade… Entretanto, o conflito dos graus de objetivação faz surgir novos graus superiores… graças à “assimilação por dominação” – chegando ao ponto no qual o indivíduo…expressando a Ideia, não mais consegue seu alimento para assimilação…devido ao movimento provocado por ‘excitação’.

Há então a necessidade do movimento consciente em nome ao ‘saber’…exigência vital neste grau de objetivação. Assim o conhecimento aparece representado pela técnica, e junto com ela, surge – de um só golpe…o ‘MUNDO COMO REPRESENTAÇÃO‘… com todas as suas formas … objeto e sujeito … tempo e espaço … pluralidade e causalidade.

O mundo mostra agora o seu ‘lado B’. Até então, pura e simples VONTADE, doravante, também… ‘REPRESENTAÇÃO’ – objeto do sujeito…que conhece.

yin-yang

O “PARENTESCO INTERIOR”…

Porém, mesmo com “graus de objetivação, jamais devemos perder de vista a noção de que, em todas Ideias…sejam elas forças da natureza, ou corpos orgânicos, é sempre a Vontade una e indivisa quem se manifesta.  Mesmo que – dentro do Homem – surja o mundo como “representação”, mostrando que todos os ‘reinos da natureza’ formam uma pirâmide – cujo topo lhe faz sombra, ainda assim … todos fenômenos possuem   um ‘parentesco interior’… que a ‘filosofia schellinguiana‘ chamou de ‘polaridade‘;    ideia de uma única força separada em 2 atividades, distintas e opostas…objetivando sua reunificação.

Aliás, Schopenhauer esclarece que tal polaridade já estava presente há muito tempo na filosofia chinesa, na oposição entre yin e yang…Segundo esta sabedoria, há em todo o universo um princípio único chamado “tao“… que não pode ser alterado, nem dividido.  Frente a esta perspectiva de distintas escolas filosóficas apresentarem mesmo conceito, Schopenhauer mostra que esta IDEIA também EXISTE em seu ‘pensamento filosófico’:  

“Justamente porque todas as coisas do mundo são objetividade de uma única e mesma Vontade – e portanto, idênticas segundo sua essência mais íntima; não apenas tem de haver entre elas uma ‘analogia inegável’, como também, em cada coisa imperfeita…já tem de se mostrar o vestígio… – a alusão… – o ‘dispositivo’ das coisas mais perfeitas”.

Aquilo que o taoísmo chama de tao – o ‘princípio uno‘ – assemelha-se àquilo que, na ‘filosofia schopenhaueriana’ chama-se Vontade cósmica. Esta polaridade de que fala a ‘filosofia schellinguiana’…assim como a ‘filosofia chinesa‘… estaria presente no fato da Vontade ser sempre una e indivisa em todos seus fenômenos … ou, até mesmo, dentro do conceito de ‘assimilação por dominação‘, onde uma objetivação superior ao dominar uma inferior, carrega consigo as suas características.

Pode-se inclusive, considerar esse paradigma como uma espécie de equilíbrio dentro do conflito de interesses, inerente à Vontade – permitindo com que, dessa forma, nenhuma espécie se sobreponha em definitivo sobre outra… Bruno Teixeira Wendling (texto base)   ***************************(texto complementar)*

krishnamurti

O Eu… (por Alan Moore) 

Quando cumprimos a vontade de nosso verdadeiro Eu… – estamos inevitavelmente, cumprindo com a vontade do universo — no qual  cada alma — é a alma do ‘Todo‘. 

Nessa tradição mística… já os alquimistas buscavam a ‘coisa interior’, por trás do intelecto, do corpo, e sonhos… Nosso ‘dínamo interior’ é a coisa mais importante que podemos ter… – o conhecimento do verdadeiro ‘Eu’. Contudo, parece haver uma quantidade assustadora de pessoas, que não apenas têm urgência por ignorar seu Eu…mas também, parecem ter a urgência por obliterarem-­se a si próprias… Isto é horrível, mas pode-se entender o desejo de sumir com essa ‘consciência‘… – pela enorme responsabilidade de possuir tal coisa tão preciosa, como uma ‘alma‘.

Não seria melhor anestesiá-la, acalmá-­la, destruí-­la…  –  para não viver com a dor de lutar por ela, e tentar mantê-­la inocente? Creio que é por isso que pessoas mergulham no álcool, nas drogas, na televisão…em qualquer dos vícios que a cultura nos faz engolir, e que pode-se considerar como a tentativa deliberada de destruir qualquer “conexão pessoal” que nos faça aceitar a responsabilidade de possuir um Eu superior… – e então ter que o alimentar.

Tenho estudado a história do “pensamento mágico“… – e o ponto em que começa a dar errado. No meu entender, este ponto é o “monoteísmo”. Ou seja, ao olharmos a história      da ‘magia’, vemos suas origens nas cavernas, suas origens no ‘Xamanismo’, ‘Animismo’;  na crença de que tudo o que nos rodeia; cada árvore, cada rocha, cada animal, foi (ou é) habitado por algum tipo de essência…ou espírito…com o qual possamos nos comunicar.

E, ao centro, você tinha um xamã…um visionário – que seria o responsável por canalizar as ideias úteis para a sobrevivência.

xamas

No momento em que se chega às ‘civilizações clássicas’ – até certo ponto…tudo isto foi formalizado.

O “xamã” atuava puramente como um intermediário entre os espíritos e as pessoas…Sua posição na aldeia ou comunidade, imagino… era a de um “encanador espiritual” … Cada um no grupo tinha sua função. – A melhor pessoa durante a caçada — tornava-se ‘caçador‘…a pessoa que melhor falasse com os ‘espíritos’ –  talvez, porque estivesse um pouco louco… – um pouco separado do nosso mundo material… – tornavam-­se assim…’xamã‘.

Eles não seriam mestres de uma arte secreta – mas os que espalhariam sua informação pela comunidade…pois se acreditava que isto era útil ao grupo.

Quando vemos o surgimento das culturas clássicas…tudo isso se formalizou para que houvesse panteões de deuses, e cada um destes deuses tinha uma casta de sacerdotes,     que – até certo ponto, atuariam como intermediários, instruindo na adoração a estes deuses. Então, a partir daí…a relação entre homens e seus deuses…que pode ser vista       como a relação entre humanos e seus ‘Eus‘ superiores, passa para um modo indireto.

Quando chega o Cristianismo…quando chega o Monoteísmo – de repente, surge uma casta sacerdotal movendo-se entre o adorador e o objeto de adoração. Tem uma casta sacerdotal convertendo-se numa espécie de gerência intermediária entre a humanidade e a divindade que está se buscando. Já não se tem mais uma relação direta com os deuses. Os sacerdotes não têm, necessariamente, uma relação com Deus… – Eles só têm um livro, que fala sobre gente que viveu há muito tempo, que teve relação direta com a divindade. – Não é preciso ter visões milagrosas…nem deuses falando contigo…Na verdade, se isso acontece – você é considerado ‘louco’.

poincare-intuicaoNo mundo moderno, as únicas pessoas as quais se permite falar com os deuses, e unilateralmente — são os ‘sacerdotes’.  E assim, o Monoteísmo me parece uma grande simplificação…Quero dizer com isso, que mesmo a “Cabala” tendo uma grande variedade de deuses – acima da escala da…”Árvore da Vida“… há outra esfera que é ‘Deus Absoluto’, a Mônada. Algo indivisível…De onde todos os outros deuses; e, de fato – tudo o mais no universo é um tipo de emanação daquele Deus. — Até aí…tudo bem. Mas, quando esse único Deus, lá está a uma altura inalcançável da humanidade… se  está limitando… e simplificando o assunto.

Eu tendo a pensar o Paganismo como um tipo de alfabeto, de linguagem…É como se todos os deuses fossem letras dessa linguagem. Elas expressam nuances, sombras de uma forma  de significado, certa sutileza de ideias…enquanto o Monoteísmo é só uma vogal onde tudo está reduzido a uma simples nota…que quem emite, nem sequer a entende. ‘texto original’

Compreensão Criadora na Eliminação do Ego – Psicologia Gnóstica…

Compreensão Criadora…

O Ser e o Saber devem se equilibrar, mutuamente, a fim de estabelecer em nossa psique a labareda da compreensão.

Quando o saber é maior do que o ser origina confusão intelectual de toda espécie. Se o ser é maior que o saber, pode dar casos tão graves como o do Santo estúpido.

No terreno da vida prática convém nos auto-observarmos com o propósito de nos autodescobrirmos, pois é precisamente a vida prática o ginásio psicológico mediante o qual podemos descobrir nossos defeitos. Em estado de alerta-percepção, alerta-novidade, verificaremos diretamente, que os defeitos escondidos afloram espontaneamente. É claro que o defeito descoberto deve ser trabalhado conscientemente, com o propósito de separá-lo da nossa psique. Antes de tudo, não devemos identificar-nos com nenhum Eu-defeito, se é que, em realidade, desejamos eliminá-lo. Se, sobre uma tábua, desejamos levantar esta para colocá-la encostada em uma parede, isto não seria possível se continuássemos parados sobre ela. Obviamente, devemos começar por separar a tábua de nós mesmos, retirando-nos da mesma e, logo, com nossas mãos, levantar a tábua e colocá-la encostada ao muro.

Similarmente, não devemos identificar-nos com nenhum agregado psíquico, se é que, na verdade, desejamos separá-lo de nossa psique. Quando nos identificamos com tal ou qual “Eu” de fato, o fortificamos, em vez de desintegrá-lo. Suponhamos que um “Eu” qualquer de luxúria se apossa dos rolos que temos no centro intelectual para projetar, na tela da mente, cenas de lascívia e voluptuosidade sexual. Se nos identificamos com tais quadros passionais, indubitavelmente, aquele “Eu” luxurioso se fortificará tremendamente. Mas, se nós, ao invés de nos identificar com essa entidade, a separamos de nossa psique, considerando-a como um demônio intruso, obviamente haverá surgido, em nossa intimidade, a compreensão criadora.

Posteriormente, poderíamos dar-nos ao luxo de julgar, analiticamente, a tal agregado com o propósito de fazer-nos plenamente conscientes do mesmo. O grave erro das pessoas consiste, precisamente, na identificação e isto é lamentável. Se as pessoas conhecessem a doutrina dos muitos; se, de verdade, entendessem que nem sua própria vida lhes pertence, então, não cometeriam o erro da identificação. Cenas de ira, quadros de ciúmes etc., no terreno da vida prática, resultam úteis, quando nos encontramos em constante auto-observação psicológica.Então, comprovamos que nem nossos pensamentos, nem nossos desejos, nem nossas ações nos pertencem.

Inquestionavelmente, múltiplos eus intervêm como intrusos de mau agouro para colocar, em nossa mente, pensamentos, em nosso coração, emoções, em nosso centro motor, ações de qualquer natureza. É lamentável que não sejamos donos de nós mesmos, que diversas entidades psicológicas façam de nós o que queiram.

Desafortunadamente, nem remotamente suspeitamos o que nos sucede e atuamos como simples marionetes controladas por fios invisíveis. O pior de tudo isto é que, em vez de lutar para nos libertar de todas estas entidades secretas, cometemos o erro de fortalecê-las e isto acontece quando nos identificamos com elas. Qualquer cena de rua, qualquer drama familiar, qualquer briga banal entre cônjuges, deve-se indubitavelmente a tal ou qual “Eu”, e isto é algo que jamais devemos ignorar. A vida prática é o espelho psicológico onde podemos ver-nos, a nós mesmos, tal qual somos. Mas, antes de tudo, devemos compreender a necessidade de ver-nos a nós mesmos e a necessidade de mudar, radicalmente, só assim teremos vontade de nos observar realmente.

Quem se contenta com o estado em que vive, o néscio, o retardatário, o negligente, não sentirá nunca o desejo de ver-se a “Si mesmo”, querer-se-á demasiado e, de modo algum, estará disposto a revisar sua conduta e o seu modo de ser.

De forma clara, diremos que em algumas comédias, dramas e tragédias da vida prática intervêm vários eus que é necessário compreender. Em qualquer cena de ciúmes passionais, entram em jogo eus de luxúria, ira, amor próprio, ciúmes etc., que, posteriormente, deverão ser julgados, analiticamente, cada um em separado, a fim de compreendê-los, integralmente, com o evidente propósito de desintegrá-los totalmente.

A compreensão resulta muito elástica, por isto, necessitamos nela penetrar cada vez mais profundamente. O que hoje compreendemos de um modo, amanhã o compreendemos melhor.

Olhando as coisas deste ângulo, podemos verificar, por nós mesmos, quão úteis são as diversas circunstâncias da vida, quando, em verdade, as utilizamos como espelho para o autodescobrimento. De modo algum, trataríamos jamais de afirmar que dramas, comédias e tragédias da vida prática resultam sempre formosos e perfeitos, tal afirmação seria descabida. No entanto, por absurdas que sejam as diversas situações da existência, tornam-se maravilhosas como ginásios psicológicos.

O trabalho relacionado com a dissolução dos diversos elementos que constituem o “Mim mesmo”, resulta espantosamente difícil. Entre as cadências do verso, também se esconde o delito. Entre o perfume delicioso dos templos, se esconde o delito. O delito, às vezes, torna-se tão refinado que se confunde com a santidade e tão cruel que chega a parecer com a doçura. O delito veste-se com a toga do juiz, com a túnica do mestre, com a roupagem do mendigo, com o traje do senhor e até com a túnica do Cristo.

Compreensão é fundamental, mas, no trabalho de dissolução dos agregados psíquicos, não é tudo, como veremos no capítulo seguinte. Resulta urgente, inadiável, fazer-nos conscientes de cada “Eu” para separá-lo da nossa psique, mas isso não é tudo, falta algo mais. 

compreensãoA Compreensão na Dissolução do Ego… A segunda fase ou etapa no trabalho psicológico sobre si mesmo, é a compreensão, a qual tem como finalidade analisar e julgar a maneira de atuar de cada defeito separadamente.

O Eu se processa em séries e mais séries de pensamentos, sentimentos, desejos, ódios, hábitos, etc. O Eu sempre é preguiçoso, às vezes se adorna com muito belas virtudes e até se veste com a túnica da santidade. Muitas vezes o mais que podemos é ocultar astutamente o que não nos convém, esconder nossa perversidade e sorrir como os santos. Todos nós levamos dentro de nós o fariseu, por fora estamos bem bonitos, por dentro estamos bem podres.

Necessitamos por isso estudar nossa própria mente, observá-la, investigá-la profundamente, compreendê-la verdadeiramente, só fazendo-nos conscientes de nós mesmos, compreendendo os funcionalismos equivocados da mente, nossos maus costumes, poderemos ter experiência do real.

Necessitamos compreender de forma íntegra que são os processos da mente em seu estado de acumulação e experiências.

A compreensão integral da mente é o primeiro passo, depois teremos que ir mais longe. A compreensão só se consegue através da análise reflexiva, sem identificação de nenhuma espécie e sem evasivas nem considerações, para fazer-nos conscientes do defeito que queremos eliminar de nossa psique.

Se em verdade queremos dissolver o Eu de forma radical, total e definitiva, necessitamos com urgência inadiável, compreender cada defeito, não só na região meramente intelectual, senão além disso em outras regiões do subconsciente da mente. Sem dúvida, neste trabalho de alta psicologia devemos ir mais além da mente se é que desejamos mudar radicalmente, já que as mudanças conseguidas pela mente são superficiais, não servem, e nós necessitamos mudanças radicais e profundas.

Os defeitos secretos se convertem em resortes íntimos de ação, não pode existir então, reto pensar, reto sentir e reto atuar, enquanto não tenhamos estudado cada um desses resortes secretos.

Lutando pela integração do Ser, queremos a desintegração do Ego, portanto urge trabalhar profundamente sobre nós mesmos para poder desintegrar o Ego. Há necessidade de compreender cada agregado psíquico que vamos desintegrar. A perfeição total nasce em nós com a dissolução do Eu. As virtudes nascem em nós de forma natural e simples, quando compreendemos todos nossos defeitos psicológicos não somente a nível intelectual, senão também nos terrenos subconscientes e infraconscientes da mente.

Cada defeito é multifacético e se desenvolve e processa de forma gradual desde o degrau mais baixo da escada psicológica, até o mais elevado. Dentro da cadência deliciosa de um verso também se esconde o delito.

O julgamento de um defeito deve ser definitivo, sentá-lo no banco dos acusados e julgá-lo impiedosamente, o que significa descarregar o sumário que tenhamos do defeito: amarguras, pesares e o mal que nos tem feito.

Observação – Julgamento e Execução – São os três fatores básicos da dissolução. Primeiro se observa, segundo se julga e terceiro se executa. Qualquer acontecimento, por insignificante que pareça, indubitavelmente tem por causa um ator íntimo em nós, um agregado psicológico ou um Eu.

Qualquer evasiva ou consideração de nossa parte deve ser eliminada, se é que de verdade queremos fazer-nos conscientes do Eu que anelamos extirpar de nossa psique.

A execução é diferente, não poderemos executar um Eu sem tê-lo compreendido previamente.

A mente por si mesma não pode alterar fundamentalmente nenhum fato concreto, a mente não pode por si mesma reduzir a poeira cósmica nenhum defeito. O único que a mente pode fazer é controlar os defeitos, escondê-los, passá-los de um terreno a outro da mente.

Devido à multiplicidade de seus enlaces e raízes, os defeitos psicológicos deverão ser profundamente estudados e analisados, em sua múltipla manifestação dos diferentes centros da máquina humana.

Somos capazes de permanecer calados ante o insultador? Diante de quem nos está ofendendo? Sempre temos uma marcadíssima tendência a reagir por qualquer palavrinha que nos digam; sempre nos sentimos aludidos mesmo que estejamos no caminho, uma e outra vez respondemos e reagimos.

Que diremos por exemplo dos ciúmes? Há muitas classes de ciúmes. Não somente passionais, amorosos, não. Há ciúmes religiosos, ciúmes políticos, ciúmes por amizades, são múltiplos ciúmes. E o que é isso que se chama ciúmes? É o temor de perder o que mais se ama; resulta pois no Eu do apego.

Um homem pode temer perder sua mulher e tem ciúmes dela horrivelmente. Uma noiva tem ciúmes de seu noivo espantosamente e dali resultam conflitos horríveis, vinganças e cinquenta mil coisas mais do estilo.

Todos os defeitos são polifacéticos e com muitos enlaces e raízes, que devemos estudá-los juiciosamente.

O defeito tem muitos fundos, matizes, transfundos e profundidades. Compreender um defeito a nível intelectual não significa tê-lo compreendido em todos os terrenos do inconsciente, subconsciente e infraconsciente.

Qualquer defeito pode desaparecer do nível intelectual e continuar existindo em outros níveis da mente. Ira disfarçada com a toga do juiz. Muitos cobiçam não ser cobiçosos, há quem não cobiça dinheiro, porém cobiçam poderes psíquicos, virtudes, etc.

Na compreensão de qualquer defeito psicológico, devemos ser sinceros com nós mesmos: estudá-los, analisá-los sem evasivas nem considerações de nenhuma espécie. Não devemos identificar-nos com nenhum defeito, se é que de verdade queremos erradicá-lo. Se parados sobre uma tábua, desejamos levantar esta para colocá-la reta junto à parede, não seria possível isto se continuássemos em cima dela.

Obviamente, nós devemos começar por separar a tábua de nós mesmos e logo com nossas mãos levantar a tábua e colocá-la carregada em seu lugar. Se nós em vez de identificar-nos com essa quantidade de elementos, a separamos de nossa psique considerando-a como intruso, obviamente, terá surgido em nossa intimidade, a compreensão criadora.

Inquestionavelmente, múltiplos Eus intervêm como intrusos do mal agouro para colocar em nossa mente pensamentos e em nosso coração emoções, em nosso centro motor ações de qualquer classe.

A chamada consciência contínua de si mesmo – A auto-crítica no trabalho – é o grande problema que nós temos diariamente, não temos continuidade de propósitos, não temos continuidade de consciência. A auto-crítica no trabalho nos dará a consciência contínua de si para dirigir-se o objetivo principal de seu trabalho interno. Necessitamos vontade na execução do trabalho psicológico. Fonte ~Samael Aun Weor, livro A Grande Rebelião~