Vida Integral…

Resultado de imagem para vida integralEU SOU nada mais é do que o Espírito na primeira pessoa, o Ser último, sublime e radiante criador de tudo e de todo o Cosmos, presente em mim, em você, nele, nela e neles – como a percepção sempre presente do “Eu sou” que todo e cada um de nós sente. (WILBER, 2008: 220)

Nas últimas décadas, vem de fato ocorrendo uma ampla procura por um mapa que seja capaz de abarcar todos os potenciais humanos. Esse mapa leva em conta todos os sistemas e modelos conhecidos de desenvolvimento humano – desde os xamãs e sábios da antiguidade até as grandes descobertas atuais da ciência cognitiva – e decompõe seus principais componentes em cinco fatores simples, fatores esses que são elementos essenciais ou chaves que destravam e impulsionam a evolução humana. Bem-vindo à Abordagem Integral. (WILBER, 2008: 17)

“Um Eu que navega nas ondas do desenvolvimento” … É assim que Ken Wilber (2004 e 2008) faz uma introdução à “Abordagem Integral da Vida, de Deus, do Universo e de Tudo Mais”. À medida que se prossegue à leitura de sua obra, é possível comprovar que os “cinco elementos essenciais” são aspectos de nossa própria experiência: quadrantes, níveis, linhas, estados e tipos. Segundo o autor, a Abordagem Integral permite que se enfrente qualquer situação, com maior probabilidade de êxito.
 

O referido autor é considerado um dos fundadores do movimento da “Psicologia Transpessoal”, mas dele se desligou em 1983, criando o campo dos “Estudos Integrais”, do qual faz parte a “Psicologia Integral”. É um dos maiores filósofos e pensadores contemporâneos; chamado de o “Einstein da Consciência” por sua síntese das mais importantes tradições psicológicas, filosóficas e espirituais do Oriente e do Ocidente.

Sua obra visa a integrar o conhecimento humano, apresentando uma visão coerente que interliga harmoniosamente ciência, filosofia, arte, ética e espiritualidade. É o fundador e presidente do Integral Institute, que congrega mais de 400 pesquisadores nas áreas de Educação, Negócios, Política, Ecologia, Direito, Psicologia, Medicina, Arte e Espiritualidade, entre outras.

É o escritor acadêmico mais traduzido dos EUA. Alguns de seus livros, já traduzidos para o Português, são

  • O Espectro da Consciência;
  • A Consciência sem Fronteiras;
  • O Projeto Atman;
  • O Paradigma Holográfico;
  • Um Deus Social;
  • Transformações da Consciência;
  • O Olho do Espírito;
  • A União da Alma e dos Sentidos;
  • Psicologia Integral;
  • Uma Teoria de Tudo;
  • Boomerite;
  • Graça e Coragem; A Visão Integral.

O próprio filósofo define sua obra em cinco fases:

Fase 1 (1979)

Identificação com a psicologia junguiana e a filosofia romântica, vendo o crescimento espiritual como um retorno ao Self.

Fase 2 (1980-1982)

Ênfase na psicologia do desenvolvimento; aprofunda seus estudos da consciência, agregando filosofias ocidentais e orientais. Nesta fase, o crescimento espiritual é fruto do processo de amadurecimento.

Fase 3 (1983-1987)

Compreende o amadurecimento como um processo complexo, em que é necessário um equilíbrio do Self entre o desenvolvimento cognitivo, emocional, social e espiritual; dentre outros. De 1987 a 1995, praticamente não publica, devido a questões pessoais – em especial a grave doença de sua esposa, falecida em 1989.

Fase 4 (1995-2001)

Sua teoria ganha dimensões socioculturais, através da teoria dos quadrantes (eu, isto, nós, istos; intencional, neurológico, cultural e socioeconômico), a aplicação dos mesmos a todo o conhecimento humano, sua interdependência, e o “fundamentalismo” de visões (filosofia, ciências, espiritualidade, psicologia, etc) baseadas em apenas um destes aspectos.

Fase 5 (2001-)

Fase “pós-metafísica”; parte para uma visão mais integral de sua teoria. A questão transcendente permanece, mas há uma compreensão de todos os níveis da Espiral Dinâmica, inclusive os “mundanos”; em lugar de sua abordagem metafísica (evolução/involução) anterior. Seu próprio modelo passa a ter uma abrangência que se estende a todos os quadrantes, tipos, níveis, linhas e estados previamente definidos em sua prospecção do conhecimento humano.

FONTE: Adaptação da WIKIPÉDIA, 2009.

Com o presente trabalho, pretendemos apresentar uma pequena introdução à obra de Ken Wilber, expondo uma síntese dos fundamentos para a prática de uma vida integral, após expormos os elementos e o funcionamento do mapa integral e os princípios gerais de uma psicologia integral.

Mapa integral…

 O Mapa Integral é apenas um mapa. Ele não é o território. É evidente que não queremos confundir o mapa com o território – mas tampouco queremos trabalhar com um mapa defeituoso. Você iria querer sobrevoar as Montanhas Rochosas com um mapa inexato? O Mapa integral é apenas um mapa, mas é o mapa mais completo e preciso de que dispomos hoje. (WILBER, 2008: 18)
Uma outra denominação para o Mapa Integral é o Sistema Operacional Integral (SOI). Em analogia ao sistema operacional em uma rede de informações, o qual é a infraestrutura que permite operar os vários programas, o SOI pode ser usado para “ajudar a indexar qualquer atividade – desde artes, dança, negócios, psicologia e política até ecologia e espiritualidade” (WILBER, 2008: 19), possibilitando a cada um desses domínios comunicar-se com os outros.

Os elementos

Os “cinco elementos essenciais” do SOI ou da Metateoria AQAL (todos os quadrantes e todas as linhas) são aspectos de nossa própria experiência: quadrantes, níveis, linhas, estados e tipos. A realidade humana é assim descrita em quatro (4) quadrantes: o que mostra o Eu Individual (consciência, realidades subjetivas; que existem dentro de cada um), o que revela o Exterior Individual (organismo, os comportamentos observados), o que revela a cultura da nossa vivência com o mundo (cultura, o Nós) e o Exterior Coletivo (ambiente, a sociedade, os comportamentos observados desde o exterior para o conjunto da humanidade).

A evolução se dará então através de diferentes níveis que vão atravessando o Eu e as suas subpersonalidades e dimensões (moral, afetivo, identidade, cognição, criatividade etc., e que podem seguir percursos independentes). Da tradição da pré-modernidade, Wilber resgata o Grande Ninho do Ser. Da modernidade, utilizou a diferenciação dos valores culturais: a diferenciação da arte, da ética e da ciência, ou a estética do “eu”, a moral do “nós” e os “istos” da ciência; relatos de 1a pessoa, de 2a pessoa e de 3a pessoa; eu, cultura e natureza.

Existem então níveis possíveis de evolução havendo alguns níveis prévios anteriores à formação da personalidade e outros níveis posteriores à personalidade, por conseguinte, transpessoais. Em cada um dos níveis de desenvolvimento, o ser humano tem uma visão diferente do mundo e que se vai aprofundando e ampliando à medida que a pessoa evolui.

São várias as linhas de desenvolvimento. Cada pessoa pode demonstrar desenvolvimento avançado em determinada área (cognitivamente) e baixo em outra (a moral, por exemplo). Gardner desenvolveu a ideia de inteligências múltiplas, aqui aproveitadas por Wilber. As inteligências cognitiva, interpessoal, moral, emocional e estética também são chamadas de linhas de desenvolvimento por apresentarem crescimento e desenvolvimento em estágios progressivos.

Cabe ressaltar uma diferenciação feita por Wilber entre estado e estágio. Os três estados naturais de consciência são a vigília, o sonho e sono profundo. Existem outros estados também: o estado meditativo, os estados alterados de consciência (como os induzidos por drogas, esforço intenso etc) e uma grande variedade de experiências de pico (êxtase etc). Os estados, geralmente excludentes (sono ou vigília), podem ser vivenciados por qualquer pessoa e ocorrem em todos os níveis. Através de uma experiência de pico, os domínios transpessoais podem ser atingidos.

Os estágios ou níveis precisam ser desenvolvidos; são potencialidades. Uma vez desenvolvidos, tornam-se permanentes; coexistem entre si (transcendem e incluem). No modelo de Ken Wilber, a consciência se organiza em esferas evolutivas que sucessivamente incluem e transcendem a camada anterior. A vida inclui e transcende a organização física e molecular onde ocorre; a mente, por sua vez, inclui e transcende a vida; a alma inclui e transcende a mente; e o espírito, a alma.

A ideia de que qualquer “todo” conhecido é apenas um “holon” (parte de um “todo maior”, conceito holístico emprestado de Arthur Koestler) aplica-se também a átomos, moléculas e organismos; letras, palavras, frases, páginas, livros e idéias; e à própria consciência humana, um holon que se manifesta em quatro quadrantes: eu, isto, nós, “istos” (isto coletivo).

Por este modelo, a negação das camadas vistas como “inferiores” (comum a vários sistemas filosóficos e religiosos), seria um equívoco; assim como o descarte, por parte de alguns campos da ciência, de toda esfera que transcenda os limites de sua visão.

A visão científica em geral considera um “cosmos” da realidade física como “todo”, e não um holon. Isso implica a visão de que apenas a física e causalidade seriam as ciências perfeitas e reais. Wilber propõe a retomada do conceito grego de Kosmos”, que inclui não só a matéria, mas também a vida, a mente, a alma e o espírito. Assim, uma visão materialista encontraria explicações para o domínio de seu “olho do físico”, criando teorias para o cosmos. Já uma visão de Kosmos implicaria o desenvolvimento de um “Olho do Espírito”, uma vez que causas oriundas de um holon transcendente pareceriam inexplicáveis, se considerado apenas a esfera anterior.

Wilber também expande o conceito da Dinâmica da Espiral de Clare WGraves, um modelo dos estágios do desenvolvimento humano, aplicável a vários campos, de acordo com uma visão do mundo mais ou menos individual, familiar, coletiva ou holística.

Segundo o filósofo, a maioria das visões espirituais e psicológicas incorre numa visão dualista (racional ou espiritual, ciência ou religião, ego ou essência do ser). Para Wilber, contudo, há um modelo de três camadas (pré-pessoal, pessoal e transpessoal; mítico, religioso ou místico; corpo, ego ou Ser; instinto, intelecto ou intuição; natureza, cultura ou Kosmos), e há um falácia ao incluirmos as experiências pré-pessoais na coluna “espiritual” do modelo anterior. Assim, sua análise discerne, no dito espiritual, aquilo que é “transpessoal” e evolutivo daquilo que seria “pré-pessoal”.

O próximo componente do Mapa Integral é simples: cada um dos componentes anteriores tem um tipo masculino ou feminino, por exemplo. Com tipos, Wilber se refere a aspectos que podem estar presentes em praticamente todos os estágios ou estados. Podemos ser um dos tipos em qualquer estágio de desenvolvimento. São as chamadas “tipologias horizontais” (tipos junguianos, Eneagrama, Myers-Briggs etc), que, diferentemente dos estágios ou níveis “verticais” – estágios universais, ressaltam algumas orientações possíveis de serem encontradas ou não nos indivíduos (nem todos se ajustam a uma determinada tipologia, mas todos atravessam as ondas básicas da consciência).

“Terra à vista”: Prática da vida integral…

Como já vimos, segundo Wilber, o argumento básico da filosofia perene é que homens e mulheres estão imersos na Grande Cadeia do Ser. Isto é, temos em nós matéria, corpo, mente, alma e espírito. Quando se trata de doença e saúde, o autor é enfático:

Para cada doença, é extremamente importante tentar determinar que nível ou níveis primariamente a originam – físico, emocional, mental ou espiritual. É muito importante usar procedimento do “mesmo nível” (mas não necessariamente o único) para o rumo inicial do tratamento. Use intervenção física para doenças físicas, terapia emocional para distúrbios emocionais, métodos espirituais para crises espirituais e assim por diante. No caso de uma mistura de causas, use uma mistura de tratamentos dos níveis apropriados. (WILBER apud RAYNSFORD, 2009)

A Prática da Vida Integral tem como objetivos manter os quatro quadrantes equilibrados nos diferentes níveis e acelerar a transcendência para níveis de consciência mais elevados nas diferentes linhas de desenvolvimento. O SOI (Sistema operacional Integrante) pode ser aplicado a qualquer situação da vida diária: negócios, educação, política etc.

Wilber sugere módulos centrais e auxiliares a serem realizados diariamente. É o que veremos exemplificados a seguir.

Os módulos centrais…

Os módulos auxiliares…

Considerações finais: Registros da viagem…

Há um Espírito para cada uma das ondas de percepção, uma vez que o Espírito é aquela mesma percepção que aparece nos diferentes níveis de seu próprio desenvolvimento, a mesma percepção que jaz adormecida nos minerais, se agita nas plantas, se move nos animais, revive nos seres humanos e retorna para si mesma no sábio desperto. E o mais extraordinário é que todos nós – inclusive você e eu – somos convidados a também nos tornarmos sábios despertos. (WILBER, 2008: 153)
Pudemos, de forma sintética, permitir que nosso eu viajasse pelas ondas de desenvolvimento aqui descritas. Os objetivos do modelo integral proposto por Ken Wilber são:
  • Mapear o ser humano e suas relações.
  • Desenvolver a espiritualidade.
  • Promover uma linguagem comum que permita o diálogo interdisciplinar.
  • Integrar ciência e religião.
  • Propor soluções integrais para os problemas atuais da humanidade.
  • Proporcionar uma Prática da Vida integral.

Esperamos, de alguma forma, ter contribuído para a divulgação de ideias tão promissoras, incitando a ampliação dos estudos e, consequentemente, a prática de uma vida mais saudável.

Figura 1: Espiral Integral de Desenvolvimento 1

Figura 2: Espiral Integral de Desenvolvimento 2

Figura 3: AQAL (All Quadrants All Lines) – Integral Map 1

Figura 4: AQAL (All Quadrants All Lines) – Integral Map 2

Referências Bibliográficas
[1]Psicologia Integral. Disponível em: territoriosdamente.blogspot.com                                                                                [2]Raynsford, Ari. Sistema Operacional Integral de Ken Wilber. (Curso oferecido em 2009).  [3]Raynsford, Ari. Quem é Ken Wilber. Disponível em: http://www.ariray.com.br, 2009.                                                                            [4]Wilber, Ken. Psicologia Integral – Consciência, Espírito, Psicologia, Terapia. São Paulo: Cultrix, 2002.                              [5]Wilber, Ken. A Visão Integral: Uma Introdução à Revolucionária Abordagem Integral da Vida, de Deus, do Universo e de Tudo Mais. São Paulo: Cultrix, 2008. Fonte

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A Prática da Vida Integral: como trazer plenitude e integralidade para o seu dia a dia…

Nós como seres humanos e como sociedade estamos constantemente nos transformando e evoluindo.

Se de um lado nos últimos 30 anos tivemos descobertas e avanços incríveis, de outro as diversas possibilidades e desigualdades trouxeram uma grande complexidade para nossas vidas. Seja na esfera social com crises políticas, econômicas, religiosas e ambientais, como no âmbito individual em que conseguir uma vida plena e equilibrada não é tarefa fácil.

Em paralelo, com o advento da globalização, os mais diversos tipos de informação e conhecimento podem ser acessíveis por nós independente do local em que vivemos. Ou seja, neste exato momento, a soma total do conhecimento humano está disponível para nós – incluindo desde a sabedoria e a reflexão das antigas tradições até os mais modernos avanços científicos.

Mas como utilizar toda essa informação a nosso favor e não só entender conceitualmente o que traria plenitude para nossa vida, mas também ser capaz de aplicar isso no nosso dia a dia?

É exatamente isto que a Abordagem Integral, criada pelo grande pensador Ken Wilber, objetiva fazer. Recorrendo à ciência, à religião, à psicologia, ao desenvolvimento humano, à filosofia e a dezenas de outros campos, esta abordagem é um modelo revolucionário para a compreensão de nós mesmos e do mundo em que vivemos.

Ken Wilber, após anos de estudo sobre o ser humano e recorrendo a renomes como Buda, Einstein, Freud, Jung, Goleman, Piaget, Aurobindo, Kegan e muitos outros, criou uma “Teoria Integral de Tudo”, uma metateoria composta de diversas teorias, um mapa formado a partir de outros mapas, que nos ajuda a ter uma nova compreensão do ser humano e da realidade que o circunda.

Este mapa é formado por 5 elementos simples e profundos, capazes de nos ajudar de forma holística e sustentável em nosso desenvolvimento pessoal, são eles: os quadrantes, linhas, níveis, estados e tipos. Estes 5 elementos não são apenas conceitos teóricos, mas aspectos de nossa própria experiência, atributos de nossa consciência que co- ocorrem em todo e qualquer momento.

Para tonar todos esses conceitos mais palpáveis e não só possibilitar que pensemos de forma integral, como incorporemos uma visão integral em nossas vidas cotidianas, foi criada a Prática da Vida Integral ou PVI.

Imagem relacionadaA Prática da Vida integral, como o nome indica, é o aspecto prático da Teoria Integral, é uma forma de entender e aplicar conceitos, métodos e práticas de todas as grandes tradições para cultivar uma vida mais plena e iluminada.

Essa prática é baseada no trabalho de quatro módulos centrais (corpo, mente, espírito e sombra) e outros complementares (ética integral, relacionamentos integrais, comunicação integral, trabalho, transmutação de emoções, sexualidade integral e maternidade/paternidade integral).

Os módulos centrais são o ponto de partida universal da PVI, pois além de estarem relacionados com as dimensões primárias de nosso ser individual, não exigem nada nem ninguém além de você para realizá-los.

Na sequência, serão descritos cada um desses 4 módulos centrais e dicas de como trabalhá-los.

Módulo do Corpo:

Esse módulo diz respeito ao nosso eu exterior e sugere o trabalho com nossos 3 corpos, isto é, corpo grosseiro, sutil e causal.

O corpo grosseiro diz respeito ao nosso corpo físico ou material, o corpo de carne e osso, órgãos e células.

Já o corpo sútil está relacionado a vários tipos de energia, muita vezes chamados de chi, prana e outros sistemas sutis. É em certo sentido mais livre pois não está limitado por estruturas físicas.

Por fim, temos o corpo causal que é um corpo imóvel e silencioso, infinito que desafia a descrição e as categorias conceituais. É a corporificação energética da consciência, é a abertura em que todas as experiências se dão. O domínio causal é a causa e o apoio a partir do qual as energias e corpos sutis e grosseiros podem surgir. É intimamente presente como a fonte mais profunda de você.

A PVI sugere que devemos fazer pelo menos um exercício para cada um dos nossos três corpos regularmente, a seguir são listados exemplos de práticas para cada corpo.

Corpo grosseiro: levantamento de pesosesportes (esqui, basquete, tênis, vôlei, futebol entre outros)exercícios aeróbicos (corrida, bicicleta, natação)danças ou movimentos corporais mais livresflexões, abdominais, agachamentos, entre outros exercícios que utilizam apenas o peso do corpo.

Corpo sutil: yoga, práticas respiratórias, T’ai Chi, Qigong, Aikido, Rolfing, práticas de visualização, Reiki, Acupuntura, energização de chakras, alinhamento energético.

Corpo causal: praticar o estar presente ou mindfulness nas atividades do dia a dia, meditação de testemunhar seu estado presente e outras práticas meditativas, realizar rezas contemplativas ou orações.

Módulo da Mente:

O módulo da mente diz respeito à prática de assumir novas perspectivas atuando em duas dimensões básicas:

  • A prática de aumentar a capacidade de assumir perspectivas mais complexas e precisas
  • A prática de expandir a estrutura mental que você usa para organizar essas perspectivas.

A forma principal pela PVI de aumentar a nossa capacidade de assumir perspectivas, é o estudo da Teoria Integral, isto é, daquele mapa composto de 5 elementos.

O objetivo do módulo mente é nos trazer a atenção para estar continuamente buscando novos conhecimentos e saberes, despertando assim para perspectivas novas e mais amplas.

Exemplos de como praticar esse módulo: estudar teoria integral, ler livros ou estudar assuntos de seu interesse, discutir e debater com outras pessoas, experimentar arte, viajar, fazer cursos, escrever e/ou manter um diário, observar como você constrói significado.

Módulo do Espírito:

Esse módulo tem seu foco no que poderíamos chamar de espiritualidade essencial, ou seja, o cerne dos ensinamentos, prescrições e práticas derivadas das antigas tradições de sabedoria, mais o insights oferecidos pela modernidade, pela pós modernidade e pela Teoria Integral.

Isso não nos confia a nenhuma forma específica de prática, não se trata ter que meditar ou orar de uma certa maneira, nem mesmo de acreditar em algum deus.

Apenas sugere a prática e dedicação a determinados tipos de atividades para ter acesso a certas experiências e percepções.

Muitos de nós já fomos tocados pelo Espirito em algum momento da vida. No sentido de passarmos por uma experiência, não dual, de união com o todo. Você pode ter passado por fortes experiências de: unidade, forte intuição, amor, graça, luz e iluminação, êxtase, liberdade, flow ou sincronicidade.

Quando passamos por algo assim, isso tende a nos inspirar de uma forma diferente, nos leva a querer ter até mais contado com isso.

Muitos passamos a ter uma sensação subconsciente ou consciente de uma existência humana mais feliz, mais amorosa e iluminada, uma intuição de realidades e possibilidades mais elevadas, um interesse por uma forma de vida mais rica e profunda. E essa intuição floresce facilmente num interesse pela prática espiritual. Há inúmeras práticas espirituais: meditação, oração, prece e gratidão; canto e danças espirituais, exercícios de respiração, adoração, celebração, criar arte sacra, fazer oferendas, realizar troca compassiva, participar de uma comunidade espiritual, entre outras.

A PVI não impõe nenhuma prática em específico, apenas sugere que você escolha o que faça sentido pra você e siga continuamente.

Módulo da Sombra:

A sombra diz respeito ao “lado escuro da psique”, a todos aqueles aspectos de nós mesmos que desprezamos, rejeitamos, negamos, escondemos de nós mesmos, projetamos nos outros ou não reconhecemos de uma maneira ou de outra.

Na linguagem da psicoterapia, a sombra é chamada de “inconsciente reprimido”- reprimido porque a empurramos ou forçamos para fora da consciência, e inconsciente por que não temos consciência dela!

Fomos condicionados a temer o lado escuro da vida, assim como o nosso.  Mas, apesar de ignorar ou reprimir esse lado sombrio seja normal, correr da sombra irá apenas intensificar seu poder.

O propósito do trabalho com a sombra é desfazer essa repressão e reintegrar a sombra com o objetivo de melhorar a nossa saúde e clareza psicológicas.

Um prática muito recomendada pela PVI, é o chamado Processo 3-2-1 da sombra. Esse processo parte do princípio que nossa sombra começa com algo em nós que rejeitamos, acabamos por projetar em outras pessoas e por fim nos distanciamos completamente daquilo como se fosse um isto ou algo exterior e longe de nós. Em outras palavras, essa formação da sombra começaria na 1a pessoa, passaria para a 2a pessoa e terminaria na 3a pessoa. O recurso proposto pela Teoria Integral é o de reverter esse processo e dai o Processo 3-2-1 da sombra.

Este processo muda a perspectiva para identificar projeções rejeitadas ou material de sombra e reintegrá-los à percepção consciente.

Outras práticas para sombra seriam: fazer um trabalho com sonhos, manter um caderno de observações diárias sobre suas percepções relativas à sombra, fazer psicoterapia, fazer terapia familiar e de casal, fazer uma terapia pela arte, música ou dança, fazer algum trabalho focado em suas emoções. Fonte

Publicado por

elcienegalindo

Uma pessoa que ama a vida e buscar sair da ignorância, pois aquele que deseja ser um pouco sábio, sabe que quanto mais se aprende menos sabe.

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